Ato de apoio a Lula e Dilma deve reunir 150 mil na Paulista, dizem organizadores

Integrantes de movimentos sociais pedem que PM retire manifestantes pró-impeachment da avenida; protesto ocorre nesta sexta e deve contar com a presença do ex-presidente

Por rafael.souza

São Paulo - Dirigentes das entidades que integram a Frente Brasil Popular se reuniram na tarde desta quinta-feira com o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre de Moraes (PSDB), para pedir garantias de segurança para o ato contra o impeachment marcado para esta sexta-feira na capital paulista.

O grupo estima que 100 mil pessoas estarão no evento, que contará com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Manifestação de apoio ao governo foi convocada pelo PT e por movimentos sociaisPaulo Pinto/ Agência PT - 3.10.15

Os organizadores também pediram na reunião que a Polícia Militar desocupe a avenida Paulista, que está interditada por manifestantes pró-impeachment. "Na semana passada, o governador e o secretário deram entrevista coletiva dizendo que os manifestantes podiam ir tranquilamente à manifestação que ocorreu domingo. Deixaram de fazer isso agora e nós cobramos isso", afirmou Emídio Souza, presidente do PT paulista.

Na quinta-feira da semana passada, o governador Geraldo Alckmin e Moraes receberam lideranças do Movimento Brasil Livre e deputados de oposição no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e concederam entrevista coletiva ao lado deles.

Segundo o presidente do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará no palco principal, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). "Não queremos tratamento diferenciado nas ruas", afirmou Marianna Dias, diretora da UNE, que também participou do encontro.

O secretário garantiu que mobilizará a mesma quantidade de policiais que trabalharam no domingo passado. Na saída da reunião, o presidente da CUT, Vagner Freitas, chamou de "criminosa" a divulgação do áudio com diálogos de Dilma e Lula.

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