Por felipe.martins

Brasília - Dono da terceira maior bancada da Câmara, com 49 deputados, o PP anunciou nesta quarta-feira que vai permanecer na base do governo até a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Casa. A decisão foi tomada após o Planalto entregar a diretoria-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) para o partido. Em outra frente, o governo nomeou um aliado do ex-presidente José Sarney (PMDB) que hoje é filiado ao PROS.

Foi nomeado o ex-deputado pelo Maranhão e ex-ministro do Turismo Gastão Vieira para a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O PROS tem seis deputados. O governo tenta mapear votos dos integrantes do PMDB que permanecem fiéis ao Planalto, mesmo após a decisão do partido de romper com o PT.

Contra o impeachment, Sarney consegue nomear apadrinhado no FNDEAgência Senado

Além do Dnocs, o PP espera ainda mais nomeações para o segundo e terceiro escalão do governo Dilma, principalmente para o Banco do Nordeste (BNB) e para a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

O posicionamento pró-Dilma foi defendido ontem pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). “Não vamos mais discutir rompimento com o governo até a votação do impeachment”, anunciou Nogueira. Segundo ele, dos 57 deputados e senadores do partido, mais de 40 queriam permanecer no governo. “Se tivessem número para desembarcar hoje, a reunião teria acontecido.”

Apesar da decisão de permanecer na base, Nogueira evitou falar sobre qual orientação dará para a votação de impeachment. “Ainda estamos discutindo se liberaremos o voto ou não. A tendência da maioria do partido é votar com a presidente Dilma.”

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