Por O Dia

Ceará - A trajetória criminosa de um casal acusado de abusar sexualmente de quatro filhas há pelo menos 16 anos, foi interrompida na manhã desta terça-feira (06), após uma operação da Polícia Civil do Ceará. O trabalho resultou nas prisões dos dois suspeitos, no bairro Rodolfo Teófilo, em Fortaleza.

As investigações apontam que as vítimas foram submetidas a diversos atos sexuais cometido pelos pais e há elementos que indicam que os próprios pais tiraram as virgindades de três filhas, bem como realizaram orgias sexuais sob o uso de entorpecentes. Um dos fatos que chamou atenção dos agentes é que a vítima de apenas 15 anos possui um filho de três anos de idade. “Há indícios que a criança seja filho do próprio avô. Contudo, apenas um exame de DNA confirmará essa informação”, disse um dos delegados responsáveis pelo caso. No imóvel, foram apreendidos materiais pornográficos que serão periciados.

A filha de 22 anos denunciou os abusos sexuais que sofreu ao longo da vida na cidade de Icó. Ela informou a Polícia que suas irmãs de 15 e 12 anos também vinham sendo vítimas dos próprios pais. Com isso, as investigações se estenderam até Fortaleza, onde o homem e a mulher moravam atualmente. 

Os delegados Levy Louzada e Gabriela Barreto disseram que o pai das meninas, que já responde por tráfico de drogas, receptação e corrupção de menor, fugiu do município de Icó, no centro-sul cearense, após sofrer ameaças em razão de sua participação em atividades ilícitas. Com isso, o casal veio para Fortaleza, onde manteve os abusos sexuais contra as filhas menores.

As vítimas maiores de idade – 18 e 22 anos – permaneceram em Icó. De posse de todos os indícios, a Polícia Civil do Ceará prenderam os autores do crime e cumpriu os mandados na manhã desta terça-feira (6). “Não houve resistência por parte do casal. Mas a impressão que tivemos é que eles ficaram surpresos, pois sabiam das denúncias feitas pela filha mais velha, mas não esperavam que em tão pouco tempo, a Polícia Civil chegaria a sua porta com mandados judiciais contra eles”, destacou Louzada.

O casal foi conduzido à sede da delegacia especializada, onde foi ouvido. A prisão decretada pela Justiça estadual é valida por 30 dias, podendo ser prorrogada até a conclusão do inquérito policial. Em caso de condenação, as penas previstas para os delitos, somadas, podem chegar até 60 anos de reclusão. Já as crianças menores de idade deverão ficar sob a custódia de outros familiares ou do Conselho Tutelar.

 

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