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A pesquisadora da UERJ Eliete Bouskela conta que entre seus alunos de pós-doutorado, alguns estão optando por prosseguir com os estudos fora do país por não verem perspectiva de serem contratados por universidades brasileiras. "Já os que não têm condição de irem para fora do país acabam apelando para outras profissões. Muitos, por exemplo, estão trocando o laboratório pelo Uber.

A penúria também afeta a resposta brasileira ao avanço de epidemias, como a da febre amarela. "Quando apareceu a zika, os laboratórios estavam equipados e tinham como dar uma resposta rápida. E foi dada. No caso da febre amarela, não tivemos essa capacidade. O país não lançou nenhum programa de financiamento para as pesquisas" conta Pedro Oliveira Lagerblad, pesquisador sobre insetos transmissores de doença (mosquitos, barbeiros e carrapatos) na UFRJ. "Não dá para interromper projetos e anos depois de anos querer voltar atrás. O conhecimento vai junto e é jogado no lixo todo o investimento feito por anos".

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