Trio acusado de matar Vitória é transferido para 'presídio de celebridades'

Unidades masculina e feminina são conhecidas por abrigar presos famosos, entre eles Suzane Von Richthofen e o casal Nardoni

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Para a polícia, a jovem foi confundida com a irmã de um rapaz que tinha uma dívida de drogas com traficantes da região
Para a polícia, a jovem foi confundida com a irmã de um rapaz que tinha uma dívida de drogas com traficantes da região -

São Paulo - O trio acusado de assassinar a garota Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, foi transferido na tarde desta sexta-feira, para a Penitenciária de Tremembé, no interior. As unidades masculina e feminina são conhecidas por abrigar presos famosos, entre eles Suzane Von Richthofen e o casal Nardoni.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o pedreiro Júlio César Lima Ergesse, de 24 anos, e Bruno Marcel de Oliveira, o "Mancha", de 33, deram entrada às 13h48 na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado de Tremembé II.

Por sua vez, Mayara Borges de Abrantes, de 24, foi transferida às 14h55 para a Penitenciária Feminina "Santa Maria Eufrásia Pelletier" de Tremembé I. Antes, o trio estava preso na carceragem da Delegacia de Polícia de Araçariguama.

Nesta semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou converter a prisão temporária dos acusados em preventiva. O trio foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por sequestro qualificado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O casal Oliveira e Mayara nega participação do crime, que teria sido parcialmente confessado por Ergesse.

Caso

Segundo a acusação, Vitória Gabrielly foi sequestrada por volta das 14h10 do dia 8 de junho, em Araçariguama, no interior, enquanto andava de patins no Ginásio dos Campeões. Para a acusação, os três queriam a irmã de uma pessoa que tinha dívida de drogas, mas acabaram levando a menina por engano.

O trio teria percebido que havia sequestrado a pessoa errada após escondê-la no carro, diz o MP. "Contudo, mesmo assim, deliberaram, conscientemente, e então mataram a vítima, a fim de não deixarem provas do arrebatamento anteriormente ocorrido."

Laudos do Instituto de Criminalística apontaram que a jovem foi esganada e morreu por asfixia. Marcas nos braços e pernas também indicariam que ela tentou se defender do agressor e teria sido amarrada pelos braços e tornozelos.

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