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O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), adiantou em uma semana o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL, à Presidência pelo suposto crime de racismo.

A análise do caso na 1ª Turma do STF foi adiantada de 4 de setembro para 28 de agosto, três dias antes do início do horário eleitoral no rádio e na TV, a pedido da defesa do candidato, que quer acelerar a tramitação da denúncia.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusou Bolsonaro de praticar racismo e fazer manifestações discriminatórias contra quilombolas, indígenas e refugiados em discurso no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril.

Se a denúncia for recebida, o político passará a ser réu pela terceira vez no STF. Ontem, o decano do STF, ministro Celso de Mello, disse que a possibilidade de um réu em ação penal ser eleito presidente e assumir deve ser levantada na Justiça Eleitoral. "É o que nós temos de debater e debater mais", disse.

 

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