O presidente Michel Temer participa de cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília - José Cruz/Agência Brasil
O presidente Michel Temer participa de cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em BrasíliaJosé Cruz/Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO

São Paulo - O presidente da República, Michel Temer, participou nesta sexta-feiram de cerimônia em homenagem ao Dia do Soldado, comemorado em 25 de agosto, e lembrou a morte dos três soldados durante operações do Rio de Janeiro. "Nessa ocasião, voltamos nosso pensamento muito especialmente ao cabo Fabiano de Oliveira Santos, ao soldado João Viktor da Silva e ao soldado Marcus Vinícius Viana Ribeiro, mortos há apenas poucos dias. Seu sacrifício não será em vão. Cumpriremos a tarefa imperiosa de recompor a ordem pública no Rio de Janeiro", afirmou o presidente.

A cerimônia comemorativa condecorou 350 pessoas com a medalha do Pacificador.

Entre os agraciados, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que estava presente à cerimônia.

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, leu mensagem em que disse que após meses da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, os setores do governo se emprenharam pouco em tomar medidas para modificar os baixos índices de desenvolvimento humano que propiciam a proliferação da violência.

"Passados seis meses, apesar do trabalho intenso de seus responsáveis, da aprovação do povo e de estatística que demonstram a diminuição dos níveis de criminalidade, o componente militar é, aparentemente, o único a engajar-se na missão", disse.

Na mensagem, o general Villas Bôas disse que vivemos no país uma era de conflitos e incertezas, em que "se perdeu a disciplina social, a noção de autoridade e o respeito às tradições e aos valores". Disse ainda que o Brasil é “um grande país que não consegue vislumbrar um projeto para seu futuro, nem, tampouco, identificar qual o papel a exercer no concerto das nações”.

 

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