Brasileira é presa na Itália por tráfico internacional de drogas

A família de Amanda Refatti Viezzer, de 19 anos, chegou a comunicar seu desaparecimento à polícia em Florianópolis; na terça, a mulher foi presa com cerca de 3 quilos de cocaína no fundo da mala

Por O Dia

Amanda Viezzer, de 19 anos, foi declarada desaparecida pela família em Florianópolis
Amanda Viezzer, de 19 anos, foi declarada desaparecida pela família em Florianópolis -

Rio - Uma mulher que estava desaparecida em Florianópolis está presa na Itália por tráfico de drogas. Amanda Refatti Viezzer, de 19 anos, tentou entrar no país com cerca de 3 quilos de cocaína, conforme informou a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas de Santa Catarina (DPPD-SC). Ela foi detida no Aeroporto de Roma e levada para o complexo penitenciário de Civitavecchia, na região.

A droga estava no fundo falso de uma mala. A suspeita é que Amanda tenha sido aliciada para o transporte de drogas.

A família comunicou o desaparecimento de Amanda na último sábado, o portal da delegacia registrou seu reaparecimento na última terça (25). Ela deve responder por tráfico internacional de drogas, com pena de dois a seis anos.

Segundo a DPPD-SC, as investigações estão em sigilo.

A mãe da jovem, Michele Refatti, afirmou na terça-feira, em entrevista ao programa Timeline Gaúcha, da Rádio Gaúcha, que sua filha foi retida em uma triagem que faz parte de uma investigação de combate à prostituição na Itália.

"Amanda é nova, ela é bonita. Estão fazendo isso porque eles estão combatendo a prostituição", disse a mãe da garota à rádio. "Eles estão atrás de uma quadrilha de aliciadores, fazendo uma investigação para ver se ela está entrando por isso (para se prostituir) ou para estudar."

Uma prima que mora na Itália está acompanhando o caso de Amanda com as autoridades do país europeu e foi informada pelo cônsul brasileiro que a jovem estava presa na triagem.

Gaúcha, Amanda mora com a mãe e o irmão em Florianópolis. A família informou que ela viajou para estudar italiano com o objetivo de se tornar trilíngue. A garota é comissária de bordo e está se preparando para virar piloto de avião.

A mãe contou que o último contato que teve com a filha foi quando a jovem ainda estava dentro da aeronave. "Ela comprou internet no voo e falou assim: 'Mãe, estou chegando'. Falou comigo cinco minutos antes do desembarque, depois não falou mais", disse ao programa de rádio. "Eu comecei a entrar no desespero porque ela não falava comigo."

Pelo itinerário programado, Amanda deveria ter feito a conexão em Roma para seguir para Veneza no mesmo dia, onde ela faria o curso de Italiano.

*Com Estadão Conteúdo 

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