PF faz operação contra planos de ataques de facção criminosa

Envolvidos estariam planejando ataques em seis cidades do Brasil, incluindo a sede do Departamento Penitenciário Nacional (Depen)

Por O Dia

PF impede ação de presos contra o Sistema Penitenciário Nacional
PF impede ação de presos contra o Sistema Penitenciário Nacional -

Porto Velho - A Polícia Federal realiza uma operação, na manhã desta quinta-feira, para cumprir três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em Porto Velho, capital de Rondônia. De acordo com as investigações da PF, os envolvidos estariam planejando ataques em seis cidades do Brasil, incluindo a sede do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em Brasília.

O grupo investigado é composto por chefes da facção criminosa PCC, que estão no presídio federal de Porto Velho, segundo a PF. Os presos Abel Pacheco de Andrade, Wanderson Newton Paula de Lima e Roberto Soriano estavam arquitetando atentados, um deles seria uma explosão no prédio do Depen e também em centros financeiros das maiores capitais do país. Os homens usariam carros bombas, de acordo com as investigações. 

Ainda segundo os investigadores, os criminosos estariam se organizando para assassinar servidores da penitenciária para pressionar o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF) a permitirem as visitas íntimas, que foram suspensas nas penitenciárias federais em julho de 2017.

As investigações identificaram que a facção criminosa já havia realizado o levantamento da rotina e atividade de diversos servidores públicos, fora do ambiente de trabalho, para serem sequestrados e/ou assassinados em seus momentos de folga.

A comunicação dos criminosos era através de bilhetes. De acordo com a PF, os repasses dos recados se davam através de celas vizinhas por meio de “terezas”, pequenas cordas criadas a partir de fios retirados de roupas.

Neles continham inúmeras ordens redigidas de próprio punho pelos homens, para serem colocadas em prática por comparsas em diversos pontos do país. Eles também contavam com a ajuda de parentes e das mulheres para transmitirem mensagens para fora da penitenciária. 

Os três líderes, que já estão presos, serão mandados para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Os agentes da PF em Porto Velho realizam buscas nas celas dos três homens custodiados na penitenciária federal e na casa onde as mulheres envolvidas no esquema estão hospedadas. 

 

 

Últimas de Brasil