General Augusto Heleno diz que Abin não deve passar por mudanças

Em cerimônia de comemoração dos 80 anos do GSI, futuro presidente do gabinete disse que 'não tem muita coisa pra mexer'

Por Agência Brasil

Futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, participa da solenidade comemorativa aos 80 anos do GSI, realizada no Palácio do Planalto
Futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, participa da solenidade comemorativa aos 80 anos do GSI, realizada no Palácio do Planalto -

Brasília - A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não deve passar por grandes mudanças nos seus quadros no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A sinalização foi dada nesta segunda-feira, em Brasília, pelo futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva Augusto Heleno. O GSI abriga a Abin.

“Não tem também muita coisa para mexer [na Abin]. Hoje vocês viram aí o prestígio do GSI, as inúmeras missões, a necessidade da proximidade do GSI com o presidente. Isso me preocupa muito mais do que mexer em gente. Não tenho por que pensar nisso agora. Preciso ter mais contato [com os atuais integrantes da pasta]. Mas não é muito normal. Essas mexidas não são muito normais. O GSI, como o Ministério da Defesa, são dois ministérios que já vinham bastante arrumados. Não tem muito o que se preocupar em mexer com gente”, adiantou, em cerimônia hoje, no Palácio do Planalto, em comemoração aos 80 anos do GSI.

O atual comandante do GSI, general Sergio Etchegoyen, defendeu a manutenção do atual comando da Abin. “Eu acho que a continuidade, pelo menos por um pequeno período, consolidará resultados, sobretudo, na área de gestão”, ponderou.

Articulação

Também em conversa com jornalistas, depois da cerimônia, o futuro secretário de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse que ainda está em discussão as atribuições da pasta.

A expectativa é que Santos Cruz fique responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que cuidará das concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias do governo federal. No governo Temer, a pasta também cuida da articulação política com o Congresso. No último dia 27, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que a articulação deverá ser coordenada por Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, com auxílio do general.

O general aguarda uma conversa com o presidente eleito na terça-feira, para fechar as atribuições, mas afirmou que entre coordenar as PPIs e fazer a articulação com parlamentares, não tem preferência.

“Se você é norteado por bons princípios não tem segredo. A dificuldade é se você começa a se afastar de princípios que são fundamentais para o exercício de qualquer tarefa”, argumentou.

O futuro comandante da Secretaria de Governo disse ainda que se tiver que fazer articulação com parlamentares não vai se negar a falar com ninguém, mas deixou claro que qualquer proposta tem que estar dentro dos princípios do novo governo: "interesse público e transparência".

 

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