Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ministro das Relações Exteriores, Ernesto AraújoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela em exílio, Miguel Ángel Martins, e o assessor de Assuntos Institucionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gustavo Cinose.

Após o encontro com o presidente, que durou cerca de uma hora, há informações de que Araújo, Martins e Cinose retornaram para o Itamaraty para dar continuidade à segunda etapa da reunião, que começou pela manhã.

Durante a manhã, Araújo se reuniu no Itamaraty com representantes da oposição ao governo de Nicolas Maduro, dos Estados Unidos e integrantes do chamado Grupo de Lima. 

Participaram do encontro o deputado oposicionista Júlio Borges, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, hoje no exílio, Miguel Ángel Martin, o ex-prefeito de Caracas Antônio Ledezma, e Roderick Navarro, um dos líderes do movimento Rumbo Libertad, que integra exilados que moram nos Estados Unidos e defendem um governo transitório em exílio. O Itamaraty não informou oficialmente quem mais esteve no encontro.

A reunião acontece em meio ao aumento da tensão sobre a Venezuela. Na semana passada, Maduro assumiu novamente a Presidência do País, tendo sua legitimidade questionada internamente, além de não ser mais reconhecido por 40 países.

Na quarta-feira, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, classificou o governo venezuelano como uma ditadura e disse que a única instituição legítima da Venezuela é a Assembleia Nacional, dominada pela oposição. Macri estava em Brasília em visita oficial ao presidente Jair Bolsonaro.

Antes do presidente argentina, Bolsonaro discursou no Palácio do Planalto e disse que a preocupação de Brasil e Argentina com a situação da Venezuela é um exemplo de cooperação entre os dois países.

De acordo com a assessoria de imprensa do Itamaraty, não está prevista nenhuma fala do chanceler à imprensa após o encontro.

* Com informações da Agência Brasil

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