A procuradora-geral da República, Raquel Dodge - Marcelo Camargo/Agência Brasil
A procuradora-geral da República, Raquel DodgeMarcelo Camargo/Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO

Brasília - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nesta terça que "a corrupção é causa de morte social". "Ela (a corrupção) fere a integridade do tecido social, ela deteriora a confiança nas relações humanas e das pessoas em relação às autoridades governamentais", disse a chefe do Ministério Público Federal.

Durante a abertura do 3.º Fórum Jurídico sobre Combate à Corrupção, em Brasília, Raquel fez um alerta dramático.

"Ela (a corrupção) mistura a coisa pública e a coisa privada", seguiu. "A corrupção inibe o crescimento econômico, dificulta o desenvolvimento, perpetua ciclo de pobreza, desestabiliza governos, mina a confiança nas instituições e na própria democracia."

Anfitriã do evento, a procuradora-geral disse que nas eleições de outubro de 2018 a população expressou sua intolerância à corrupção, que, de acordo com ela, é pauta prioritária da sociedade brasileira.

Raquel afirmou que "os brasileiros buscam respostas mais eficientes e eficazes para combater a corrupção de verbas públicas no País".

"Nas últimas eleições, a população brasileira deu uma resposta, manifestou-se nas urnas de uma forma que expressou claramente a sua intolerância à corrupção e o seu anseio de construirmos uma sociedade mais íntegra e mais honesta", afirmou.

Raquel alertou. "No Brasil e em todo o mundo, a corrupção inibe o crescimento econômico, perpetua o ciclo de pobreza, mina a confiança nas instituições e na democracia e ao longo da história abriu espaço para grupos perigosos e organizados para a prática de crimes."

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