Motorista matou médica e se passou por ela com familiares por dois meses

Rafael Henrique Dutra, preso na quarta-feira, enviava mensagens dizendo que Gabriela Cunha, de 44 anos, estaria internada em uma clínica, para tratar de problemas pessoais e retornaria no Natal

Por O Dia

Gabriela Cunha, 44 anos, era diretora do Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal
Gabriela Cunha, 44 anos, era diretora do Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal -

Brasília - A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na quarta-feira o homem acusado de matar a médica Gabriela Cunha, de 44 anos, no Distrito Federal no dia 24 de outubro de 2018. O motorista Rafael Henrique Dutra, 32, era motorista da vítima, que era diretora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Ele responderá por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

De acordo com o delegado-chefe da Divisão de Repressão a Sequestros, Leandro Ritt, Rafael manteve contato com a família, fazendo-se passar por ela, durante dois meses. Ele enviava mensagens levando os familiares a crer que a vítima estaria internada em uma clínica, para tratar de problemas pessoais e retornaria no Natal.

Segundo a investigação, o motorista levou Gabriela ao HRT no período da manhã do dia do crime e, por volta de 12h, seguiu com ela até uma agência em Sobradinho, região administrativa do DF, para que ela fizesse uma transferência bancária.

Nas diligências, os policiais encontraram na casa de Rafael Henrique Dutra, 32, inúmeros objetos da casa da vítima, cartões bancários, e também dois veículos da médica - Reprodução/ TV Globo

Quando os dois retornavam a Taguatinga, ele parou o carro próximo a uma parada de ônibus alegando estar ouvindo um barulho na roda. Nesse momento, um comparsa entrou no veículo e, simulando um assalto, determinou que seguissem com o carro em direção à Brazlândia. Ao chegar a uma estrada de terra, o motorista parou o veículo e a médica foi morta por enforcamento. O corpo foi deixado no local.

Após a prisão, o autor levou os policiais até o local onde foi cometido o crime e lá foi localizada a ossada. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) constatou, através de análise comparativa de documentação odontológica, que o cadáver encontrado é o de Gabriela Cunha.

Nas diligências, os policiais encontraram na residência do autor inúmeros objetos da casa da vítima, cartões bancários, e também dois veículos da médica.

 

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Gabriela Cunha, 44 anos, era diretora do Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal Reprodução/ Facebook
Nas diligências, os policiais encontraram na casa de Rafael Henrique Dutra, 32, inúmeros objetos da casa da vítima, cartões bancários, e também dois veículos da médica Reprodução/ TV Globo

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