Bolsonaro diz que convencer 3/5 do Congresso por Previdência 'não é fácil'

Presidente afirmou também que a bancada do PSL é 'muito nova', ao tentar justificar a falta de proteção ao ministro da Economia, Paulo Guedes, na audiência da CCJ na semana passada

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante entrevista
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante entrevista -

Brasil - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que "não é fácil" convencer três quintos do Congresso por apoio à reforma da Previdência, o mínimo necessário para aprovação de emenda à Constituição.

"O parlamentar sai na rua e é questionado. Ou não tem argumento (pela reforma) ou o argumento não convence (o eleitor), e ele volta pra cá com dúvida. 'Se eu votar, como fica em 2022?'", disse o presidente.

Bolsonaro disse que, se ele se engajar mais pela reforma da Previdência na articulação política, vão afirmar que ele está interferindo no poder Legislativo. "Eu fui parlamentar por 28 anos e sei o que acontece lá dentro", afirmou, em entrevista à Rádio Jovem Pan, gravada nesta segunda e transmitida nesta noite.

Bolsonaro afirmou também que a bancada do PSL é "muito nova", ao tentar justificar a falta de proteção ao ministro da Economia, Paulo Guedes, na audiência da CCJ na semana passada. "Faltou experiência política", disse. No entanto, considerou que a confusão foi positiva para mostrar que os petistas "não querem resolver nada, só querem bagunçar o coreto".

Reeleição

Bolsonaro afirmou que não vai lidar com a tramitação da reforma da Previdência de olho em uma eventual reeleição em 2022. "Se eu pensar em reeleição, faria uma reforma 'light' ou não faria", disse na entrevista à Rádio Jovem Pan.

Bolsonaro disse que mudou de ideia em relação à necessidade de reformar a Previdência quando "teve conhecimento dos números verdadeiros". "Eu vi que, em 2021 ou 2022, o Brasil praticamente quebra se não resolver essa questão", disse.

Em outro momento da entrevista, ao discorrer sobre propostas polêmicas para a Amazônia, o presidente disse que não pode se preocupar com pautas que o desgastem pensando em reeleição. "Se eu pensar em reeleição, eu entro na linha de outros presidentes, que tentaram agradar a outros e hoje não agradam ninguém", disse

 

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