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'Lamentavelmente, esses fatos podem acontecer', diz Moro sobre fuzilamento em Guadalupe

'Não se espera, não se treina essas pessoas para que isso aconteça, mas, tendo acontecido, o que conta é o que as autoridades fazem a esse respeito', disse o ministro da Justiça

Por O Dia

Sergio Moro chama pesquisa Datafolha sobre aceita
Sergio Moro chama pesquisa Datafolha sobre aceita -

Brasília - O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, comentou o fuzilamento com oitenta tiros que matou o músico Evaldo Rosa no último domingo, em Guadalupe, Zona Norte do Rio. Segundo Moro, episódios do tipo "podem acontecer". A declaração foi dada no programa Conversa com Bial, da TV Globo na madrugada de quarta-feira.

"Foi um incidente bastante trágico. Lamentavelmente, esses fatos podem acontecer. Não se espera, não se treina essas pessoas para que isso aconteça, mas, tendo acontecido, o que conta é o que as autoridades fazem a esse respeito", disse Moro.

O ministro disse que o Exércio está apurando o caso e que os fatos precisam ser esclarecidos. 

"Se houve ali um incidente injustificável em qualquer espécie, o que aparentemente foi o caso, as pessoas têm que ser punidas", acrescentou.

Na terça-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública também disse em reunião na Câmara dos Deputados que o caso não se encaixa em sua proposta de excludente de ilicitude. Ela integra o projeto anticrime que tramita no Congresso Nacional.

O jornalista Pedro Bial entrou em contato com Moro e o pediu para comentar o caso por videoconferência, já que a entrevista gravada no estúdio ocorreu  dias antes do fuzilamento que matou Rosa.

O carro de Evaldo foi fuzilado com 80 tiros por militares do Exército. Ele estava com a esposa, o sogro, que ficou ferido, o filho de sete anos e uma amiga a caminho de um chá de bebê. Um homem que tentou socorrer os alvejados está internado.

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