Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ernesto Araújo, ministro das Relações ExterioresMarcelo Camargo/Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, manifestou apoio do Brasil ao movimento do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, naquilo que chama de uma transição democrática no país vizinho. Guaidó afirmou, nesta terça-feira, 30, ter militares que o apoiam para acabar com a "usurpação do poder" no país e convocou a população para pressionar o presidente Nicolás Maduro nas ruas.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, conversou com jornalistas nesta terça-feira, 30, sobre a situação na Venezuela. Perguntado se o Brasil mantém o posicionamento de não apoiar uma ação militar na nação vizinha, Araújo destacou que o País continua sendo favorável a soluções diplomáticas e "algumas sanções econômicas". Ele enfatizou que, sobre os acontecimentos desta terça, é preciso acompanhar as evoluções "minuto a minuto".

"Nos parece positivo que haja movimento de militares que reconheçam a constitucionalidade do presidente encarregado Juan Guaidó, um dever constitucional de lealdade ao presidente. Precisamos ver a dimensão disso. O Brasil, desde o começo, apoia o processo de transição democrática na Venezuela e espera que os militares sejam parte desse processo de transição democrática", declarou Araújo após reunião com o ministro Relações Externas da Alemanha, Heiko Mass.

Araújo e Mass, em uma agenda sobre a relação comercial entre Brasil e Alemanha, conversaram nesta terça-feira, 30 sobre a situação da Venezuela e manifestaram que os dois países estão "do mesmo lado" no assunto.

O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião nesta terça-feira com os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e da Defesa, Fernando Azevedo, para tratar da situação da Venezuela. A informação é do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que também participará do encontro, marcado para as 12h30, no Palácio do Planalto. Segundo Mourão, representantes do GSI e da Defesa vão "passar as informações que eles têm" sobre o assunto.

O Itamaraty deve divulgar um comunicado se posicionando sobre os acontecimentos do país vizinho. O ministro ponderou que ainda é preciso acompanhar a situação em tempo real para analisar os fatos durante esta terça-feira.

Na Venezuela, Juan Guaidó afirmou que militares o apoiam em movimento para acabar com a "usurpação do poder" no país e convocou todos para as ruas do país para pressionar o presidente Nicolás Maduro - que também afirma ter apoio das forças militares.

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