Polícia Federal - Foto de Vagner Leal
Polícia FederalFoto de Vagner Leal
Por O Dia
Rio - A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira, a 61ª fase da Lava Jato, denominada Disfarces de Mamom. A ação prendeu três executivos do Banco Paulista S/A em São Paulo. Além das prisões preventivas, também são cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, incluindo Rio de Janeiro e em Porto Alegre. É a primeira vez que a sede de uma instituição bancária é alvo de mandados da operação. 
Participam da operação cerca de 170 policiais federais em 35 locais diferentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR. Esta é a primeira operação da Lava Jato autorizada pelo juiz federal Luiz Antônio Bonat, que assumiu os processos em 1º instância da Lava Jato no Paraná, em março deste ano, após a saída de Sérgio Moro para assumir o Ministério da Justiça.
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A investigação apurou um grande esquema de lavagem de dinheiro praticado pelos executivos do banco, os quais, por meio dessa instituição financeira, faziam a contratação de empresas de fachada, que emitiam notas fiscais e contratos fictícios para justificar serviços não prestados e assim camuflar pagamentos feitos e recebidos pelo banco no exterior.
Uma vez pagos, tais empresas, com ajuda de doleiros remetiam dinheiro para exterior por meio de operações tipo dólar-cabo, conferindo assim aparência de legalidade às operações e obtendo, deste modo, espécie em moeda estrangeira com aparência legal.
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Os presos são funcionários do banco investigado e, na época, um deles atuava na mesa de câmbio, outro era diretor da área de operações de câmbio e o terceiro era diretor geral da instituição. O Banco Paulista S/A é especializado em operações de câmbio, sendo lista como uma das 10 maiores neste segmento no Brasil, de acordo com o Banco Central em um ranking de 2017.
As investigações tiveram início a partir de depoimentos e colaborações colhidas de três administradores de uma instituição financeira no exterior que atuava ocultando capitais em operações criminosas em favor do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo e posteriormente transladados para a Superintendência do Paraná, onde serão interrogados.
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Segundo a  PF, o nome da operação remete a passagem bíblica "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (Mateus 6.24)". "Isso porque a instituição bancária envolvida, que deveria zelar pelo higidez do sistema financeiro no âmbito do qual ela estava inserida, valia-se de sua posição privilegiada dentro da estrutura financeira do mercado para a viabilização de atividades ilícitas", diz em nota.