Certificação LEED
garante preservação da natureza e da população ribeirinha da Floresta Amazônica - Reprodução / Internet
Certificação LEED garante preservação da natureza e da população ribeirinha da Floresta AmazônicaReprodução / Internet
Por Felipe Rebouças*

Rio - Parceria entre a ONG Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) tem ajudado na preservação da Floresta Amazônica. Trata-se da certificação LEED, que é concedida pela própria organização a edificações comprometidas com o meio ambiente e que, através de doações conforme a metragem quadrada, ajudam na conservação ambiental e no desenvolvimento sustentável de comunidades ribeirinhas do Estado do Amazonas. Atualmente, nove mil famílias são beneficiadas.

De acordo com a GBC Brasil, o apoio para a conservação da Amazônia se dá por meio de uma doação para a FAS, proporcional à área do edifício em certificação. Esta pode variar de US$ 0,05 por metro quadrado/anual para edifícios já existentes a US$ 4 por metro quadrado para as novas edificações. Atualmente, 100 mil edificações buscam a certificação LEED em 167 países. Para receber o certificado é preciso seguir alguns requisito (veja ao lado).

Segundo Felipe Faria, presidente do GBC Brasil, qualquer um pode concorrer ao certificado, seja empreendimento imobiliário ou residências. No princípio, quando foi fundada, a GBC Brasil reunia 31 membros-fundadores. Hoje, são 750 empresas associadas em todo Brasil. A receita da organização, segundo Faria, se constitui por anuidades pagas pelos parceiros — de R$ 800 a R$ 15 mil —, cursos, patrocínios e eventos. "Começamos apenas com prédios corporativos de alto padrão, mas aos poucos o resto da pirâmide foi atingida. Hoje temos escritórios, prédios de varejo e até residências", lembra.

A parceria da GBC com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) deve contemplar, até o fim de 2019, 16 unidades de conservação do Estado do Amazonas e 580 comunidades tradicionais do interior, cujo território somado equivale a 10,9 milhões de hectares — tamanho de Portugal. "A parceria com o GBC representa uma oportunidade histórica de conectar um setor que é responsável por uma parcela importante das emissões de gases de efeito estufa com a redução do desmatamento. Esperamos que se torne um instrumento exitoso tanto para os que constroem quanto para o que lutam para a conservação da floresta da Amazônia", afirma Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS.

Requisitos

- Econômicos

Diminuição dos custos operacionais

Valorização do imóvel para revenda ou arrendamento

Aumento na velocidade de ocupação

Aumento da retenção

Modernização e menor obsolescência da edificação

- Ambientais

Uso racional e redução da extração dos recursos naturais

Redução do consumo de água e energia

Implantação consciente e ordenada

Mitigação dos efeitos das mudanças climáticas

Uso de materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental

Redução, tratamento e reúso dos resíduos da construção e operação

- Sociais

Melhora na segurança e priorização da saúde dos trabalhadores e ocupantes

Capacitação profissional

Conscientização de trabalhadores e usuários

Aumento da produtividade incentivo a fornecedores com maiores responsabilidades socioambientais

Aumento da satisfação e bem-estar dos usuários

*Estagiário sob supervisão de Luiz Almdeida

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