Passageiros no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, comentaram declaração, que viralizou na internet - Luciano Belford
Passageiros no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, comentaram declaração, que viralizou na internetLuciano Belford
Por O Dia
Rio de Janeiro - Mais uma declaração polêmica do presidente Jair Bolsonaro viralizou ontem nas redes sociais. "A minha tendência é vetar. Não é pelo autor ser do PT, não. Se bem que é um indicativo. Os caras são socialistas, comunistas, estatizantes. Eles gostam de pobre. Então, quanto mais pobre tiver melhor", disse, na sua live semanal, publicada na quinta-feira no Facebook, ao justificar um possível veto à emenda que reintroduz o direito de despachar gratuitamente bagagem de até 23 quilos em voos domésticos e internacionais.
Dheine Reis (à esquerda na foto) com as amigas Nayellen Carvalho, Kaelen de Jesus e Lorrany Brandão - Luciano Belford
 
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A declaração apareceu entre os assuntos mais comentados por internautas no Twitter na mesma semana em que Lilian Aragão, esposa de Renato Aragão, usou o stories do Instagram para criticar as roupas usadas por passageiros nos aeroportos. "Parece rodoviária! Eu vim num voo e acredita que o cara veio de bermuda, chinelo", postou, na segunda-feira.
A postura de Bolsonaro em relação ao veto à Medida Provisória (MP) 863/2018 que isenta o passageiro de pagar pela bagagem dividiu a opinião dos passageiros que circulavam ontem à tarde pelo Aeroporto Santos Dumont. O estudante Gabriel Moisés, de 23 anos, que desembarcou em um voo vindo de Florianópolis (SC), criticou a medida. "Vetar só por birra contra o PT é o cúmulo". Já o vendedor Yury Corteline, de 22 anos, defendeu o presidente. "Colocam tudo na conta do Bolsonaro. Se não cobrarem desse jeito, a passagem vai encarecer".
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COM QUE ROUPA EU VOU?
O que parece ser um movimento de elitização nos aeroportos também repercutiu por lá. "A classe A quer o aeroporto só para eles", criticou a vendedora Dheine Reis Oliveira, de 28 anos, que estava voltando para Goiânia (GO). Moradora de Irajá, na Zona Norte do Rio, a sacoleira Edna Gonçalves, de 56 anos, voltava com peças de roupas para vender. E também se sentiu incomodada com os posicionamentos públicos sobre pessoas em aeroportos. " As pessoas têm que se vestir como quiserem".