Bolsonaro disse que era contra reforma da Previdência quando era parlamentar porque não tinha acesso aos números - Gabriel Cardoso/ SBT
Bolsonaro disse que era contra reforma da Previdência quando era parlamentar porque não tinha acesso aos númerosGabriel Cardoso/ SBT
Por O Dia
São Paulo - O presidente Jair Bolsonaro reconheceu que o governo ainda não tem os votos suficientes para a aprovação da Reforma da Previdência. A declaração foi dada em entrevista ao Programa do Ratinho, gravada na semana passada e exibida na noite de terça-feira pelo SBT. Ele, no entanto, disse não considerar que a tramitação esteja lenta.  

"A Câmara está cumprindo os prazo regimentais, mas sabe que tem ruídos e, por enquanto, eu acho que não temos os 308 votos necessários. Agora, estou à disposição deles. Se é para conversar comigo, eu viro noite para conversar sem problema nenhum. Agora, a bola está com o Parlamento", disse.  

Ao responder uma pergunta colhida nas ruas, Bolsonaro disse que mudou de ideia sobre a reforma da Previdência após ter acesso aos números. Durante os 27 anos que foi parlamentar, Bolsonaro foi contra regras mais rígidas para reforma. "Eu tive acesso a números que eu não tinha.Lamento. Mas não temos caixa. Se nós não revermos agora, daqui a dois três anos essa senhora pode ir buscar o salário dela e não ter dinheiro no caixa", explicou.
O presidente também defendeu o projeto que amplia de 20 para 40 pontos o limite para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e elimina exames toxicológicos para motoristas profissionais. Ele comparou a carteira de motorista a uma carteira de trabalho.

Revisão de anistia
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O presidente elogiou o trabalho da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que reviu anistias para perseguidos durante o Regime Militar. Na visão de Bolsonaro, só houve anistia para esquerdistas. "Dá pra entender essa esquerda? Eles chamam os outros de fascistas; eles que são fascistas", disse. "Pelo menos do nosso lado (militares) não teve ninguém preso”, completou.

Bolsonaro exaltou o regime e disse que sem os militares o Brasil teria sucumbido aos "perigos do socialismo".