Palocci foi preso em setembro de 2016, na Operação Omertà - Reprodução da internet
Palocci foi preso em setembro de 2016, na Operação OmertàReprodução da internet
Por O Dia
Rio- A Polícia Federal está nas ruas realizando a 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada "Pentiti", que apura crimes de corrrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação tem como base a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci. Os recursos desviados fazem parte da planilha chamada “Programa Especial Italiano”, com propina paga pela Odebrecht e gerenciada por Pallci. São nove mandados de busca e apreensão a serem cumpridos em São Paulo e três no Rio de Janeiro, em que o alvo é a sede do BTG Pactual e a casa do banqueiro André Esteves.
Segundo a PF, a investigação é complexa e trata de fatos presentes em diferentes inquéritos policiais, mas que ganhou uma "impulsionada" pela delação premiada de Antonio Palocci, ex-ministro do governo Lula, entre os anos de 2003 e 2006. A estimativa é que o esquema tenha causado um rombo de pelo menos um bilhão e meio de dólares, que equivalem hoje a aproximadamente R$ 6 bilhões.
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A investigação busca identificar quem foram os beneficiários que constam na planilha “Programa Especial Italiano” e como funcionava a entrega do dinheiro a autoridades, além de esclarecer a existência de corrupção na Petrobras na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano. 
O "Pentiti", que dá nome à 64ª face da Lava Jato, significa "arrependidos" e faz referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que integraram organizações criminosas e, após suas prisões, decidiram se arrepender e colaborar com as autoridades para o avanço das investigações. Participam da operação 80 policiais federais para cumprir os mandados de busca e apreensão, autorizados pela 13ª. Vara Federal de Curitiba, no Paraná.