Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva - Tânia Rêgo / Agência Brasil
Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e SilvaTânia Rêgo / Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse nesta segunda-feira, que não sabe a quantidade de óleo derramado que poderá atingir o litoral brasileiro. "É uma situação inédita Esse desastre nunca aconteceu no Brasil e até no mundo. Esse tipo de óleo não é perceptível pelo radar, pelo satélite. Não sabemos a quantidade (de óleo) derramado que está por vir", afirmou.

A declaração do ministro foi uma resposta sobre declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que o "pior está por vir". Azevedo e Silva disse que o governo está "acompanhando a evolução" e avança na investigação sobre responsáveis pelo óleo

O governo federal anunciou nesta segunda o começo da segunda etapa da Operação "Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida", para conter o avanço do óleo sobre praias do Nordeste. As Forças Armadas devem realizar "ações humanitárias relacionadas ao meio ambiente, cooperação na recuperação de áreas marítimas atingidas e monitoramento das Águas Jurisdicionais do Brasil", informou a Defesa.

A Polícia Federal aponta o navio Bouboulina, de bandeira grega, como "suspeito" pelo derramamento.

De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram recolhidos quase 4 mil toneladas de resíduos de óleo das praias

Bolsonaro esteve na Defesa nesta segunda para receber informações sobre as investigações. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não participou da reunião, pois está no Parque Nacional de Abrolhos, na Bahia, área atingida pelo óleo.

Azevedo e Silva disse que as ações avançam simultaneamente em três frentes: apuração sobre responsáveis pelo derramamento, identificação das manchas de óleo no mar e contenção de danos nas praias.