Imagem mostra fumaça marrom dos incêndios na Austrália - Divulgação / NOOA
Imagem mostra fumaça marrom dos incêndios na AustráliaDivulgação / NOOA
Por iG
Publicado 07/01/2020 14:33 | Atualizado 07/01/2020 14:33
A fumaça dos incêndios da Austrália cruzou o Oceano Pacífico e cobriu parte do Chile e da Argentina. Imagens de satélite da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOOA), dos Estados Unidos, identificaram nesta segunda-feira o fenômeno. A contaminação deve chegar ao Rio Grande do Sul ainda nesta terça-feira.

Duas colunas de fumaças estão se deslocando na atmosfera, de acordo com o satélite GOES, da agência estadunidense. O Climatempo informou que as colunas de fumaça não vão afetar o regime de chuvas ou a temperatura do Rio Grande do Sul, mas será possível ver o céu mais avermelhado durante o pôr do sol, de acordo com informações do G1.

Imagem de satélite mostra coluna de fumaça dos incêndios na Austrália cobrindo Chile e ArgentinaDivulgação / NOOA

A trajetória dos ventos está varrendo a fumaça da Austrália para a América do Sul. O Climatempo informou, ainda, que a fumaça faz esse percurso quando alcança altitudes acima dos 5km. A fumaça vai seguir o trajeto do fluxo de ar que corre de oeste para o leste e não deve tocar o chão. 

Os riscos gerados pela fumaça que pode chegar ao Brasil ainda nesta terça-feira é de contaminar reservatórios de água, açudes e provocar chuvas ácidas durante o caminho. 

Incêndios na Austrália

O foco das queimadas na Austrália começou em setembro de 2019. O país vive um dos mais acentuados incêndios florestais dos últimos anos. O fenômeno acontece pela combinação de temperaturas acima dos 40ºC, fortes ventos e pouca chuva. 

Mais de 8 milhões de hectares de terras foram atingidos pelo fogo no país, o que representa uma área nas mesmas proporções que a Irlanda. Cidades ficaram sem telefonia móvel e eletricidade, além de milhares de prédios serem destruídos.

Para recuperar as áreas afetadas pelos incêndios, o país vai destinar 2 bilhões de dólares australianos (cerca de R$ 5,6 bilhões).