Publicado 10/01/2020 10:04 | Atualizado 10/01/2020 10:35
São Paulo - Um policial militar atirou duas vezes e matou a mulher, Suelma Sousa, 32 anos, e depois se matou na manhã de quinta-feira, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. A arma usada no crime foi utilizada pelo homem no curso de formação da PolÃcia. O soldado Daniel Piauàhavia entrado recentemente na corporação.Â
Segundo os depoimentos de parentes e vizinhos à PolÃcia Civil, Suelma havia se separado de Costa após descobrir uma traição, mas o PM não aceitava o fim do relacionamento e se negava a deixar o apartamento onde viviam no bairro Portal d'Oeste.
Em mais de uma ocasião, o agente teria ameaçado se matar caso Suelma não reatasse a união, mas não havia registros de intimidações ou agressões contra ela. Antes do crime, os dois discutiram.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que uma arma foi apreendida e encaminhada para perÃcia. A pistola de calibre .40 pertence à PolÃcia Militar e era usada por Costa em serviço.
O caso foi registrado como feminicÃdio e suicÃdio pelo 10º Distrito Policial (Jardim Helena Maria) de Osasco.
Em mais de uma ocasião, o agente teria ameaçado se matar caso Suelma não reatasse a união, mas não havia registros de intimidações ou agressões contra ela. Antes do crime, os dois discutiram.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que uma arma foi apreendida e encaminhada para perÃcia. A pistola de calibre .40 pertence à PolÃcia Militar e era usada por Costa em serviço.
O caso foi registrado como feminicÃdio e suicÃdio pelo 10º Distrito Policial (Jardim Helena Maria) de Osasco.
O caso foi registrado como feminicÃdio no 10º Distrito Policial de Osasco. Suelma tinha um filho, que não estava em casa no momento do crime.
Aumento dos casos
Em 2019, o número de casos de feminicÃdio cresceu 28% na comparação com 2018. Segundo estatÃsticas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram 155 registros de janeiro a novembro do ano passado, contra 121 no mesmo perÃodo de 2018. Os dados de dezembro de 2019 ainda não foram fechados - no mesmo mês de 2018, foram 15 casos, totalizando 136 ocorrências de feminicÃdio naquele ano.
A Lei do FeminicÃdio - que prevê penas mais altas para condenados por assassinatos decorrentes de violência doméstica ou por discriminação e menosprezo à mulher - entrou em vigor em 2015.
A lei classifica esses homicÃdios como hediondos, dificultando, por exemplo, a progressão da pena do condenado, além de elevar em até um terço a pena final do réu. Mas muitos dos crimes passÃveis de enquadramento como feminicÃdio ainda não são registrados assim, dizem especialistas.
Aumento dos casos
Em 2019, o número de casos de feminicÃdio cresceu 28% na comparação com 2018. Segundo estatÃsticas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram 155 registros de janeiro a novembro do ano passado, contra 121 no mesmo perÃodo de 2018. Os dados de dezembro de 2019 ainda não foram fechados - no mesmo mês de 2018, foram 15 casos, totalizando 136 ocorrências de feminicÃdio naquele ano.
A Lei do FeminicÃdio - que prevê penas mais altas para condenados por assassinatos decorrentes de violência doméstica ou por discriminação e menosprezo à mulher - entrou em vigor em 2015.
A lei classifica esses homicÃdios como hediondos, dificultando, por exemplo, a progressão da pena do condenado, além de elevar em até um terço a pena final do réu. Mas muitos dos crimes passÃveis de enquadramento como feminicÃdio ainda não são registrados assim, dizem especialistas.
*Com Estadão Conteúdo
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