'Quem não tem máscara descartável, faz com pano e elástico', diz executivo do Ministério da Saúde

O governo afirmou que tem procurado adquirir as máscaras em diversos países e que já comprou todo o estoque disponível no Brasil

Por ESTADÃO CONTEÚDO

16/03/2020 - Rio de Janeiro - RJ - Coronavírus no Rio, na foto passageiros usando mascaras no aeroporto Santos Dumond  para se proteger do vírus,  Foto:Fabio Costa/Agencia O Dia
16/03/2020 - Rio de Janeiro - RJ - Coronavírus no Rio, na foto passageiros usando mascaras no aeroporto Santos Dumond para se proteger do vírus, Foto:Fabio Costa/Agencia O Dia -
Rio - A falta de máscaras descartáveis para evitar a contaminação pelo novo coronavírus levou o Ministério da Saúde a orientar a população a fazer suas próprias máscaras, com o uso de tecido e elástico, caso não tenha o material descartável.
"É uma barreira física. Vamos deixar as máscaras descartáveis para serem utilizadas pelos hospitais e profissionais de saúde", disse João Gabbardo dos Reis, secretário executivo do Ministério da Saúde.
"A máscara, para a população que quer impedir de contaminar outras pessoas, é uma barreira. Faz com pano, quem não tem alternativa. Pega um tecido, coloca um elástico", completou Gabbardo. 
O governo afirmou que tem procurado adquirir as máscaras em diversos países e que já comprou todo o estoque disponível no Brasil. Mesmo assim, tem enfrentado dificuldades. "A questão da máscara é insuficiente no mundo inteiro. Os Estados Unidos não têm máscara suficiente, o mundo não tem. Estamos fazendo esforço do que é possível", concluiu João. 
As exportações de máscaras foram proibidas. Nesta segunda-feira, uma operação prendeu 5 milhões de máscaras em Santa Catarina, material que estava pronto para ser exportado, segundo o Ministério da Saúde

"Entre ontem e amanhã, vamos fazer 71 apreensões com apoio da Receita Federal, 71 apreensões de exportações de produtos que não podem mais ser exportados, como respiradores, monitorados e equipamentos de proteção individual", comentou. Segundo o secretário, a remessa de material enviado nesta semana para a Itália refere-se a um acordo semanas atrás, que já estava firmado.
 
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