Bolsonaro em live no Facebook - Reprodução Facebook
Bolsonaro em live no FacebookReprodução Facebook
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar a pandemia do coronavírus no Brasil. Sobre a situação crítica em países como Estados Unidos e Itália, Bolsonaro considera que o Brasil não chegará na mesma magnitude de contaminações e mortes porque os brasileiros possuem algum tipo de diferenciação, mas sem apresentar embasamentos. "Acho que não vai chegar a esse ponto, até porque o brasileiro tem que ser estudado, não pega nada. Vê o cara pulando em esgoto, sai, mergulha e não acontece nada."
Bolsonaro disse que muitas pessoas no Brasil já devem ter se contaminado pela covid-19 nas últimas semanas, mas não apresentaram sintomas e agora possuem imunidade, inclusive ele. Ainda assim, o presidente afirmou que não vai mostrar os exames que fez para testar a doença que afirma terem dado negativo para a doença. "A minha palavra vale mais do que um pedaço de papel", reagiu.

Até o momento, mais de 20 pessoas que viajaram com Bolsonaro aos EUA testaram positivo. Esta semana, um funcionário do Palácio do Planalto que atua na segurança do presidente foi internado em Brasília. Para o presidente, no entanto, a internação ocorreu por outras pré-condições de saúde.

Apesar das milhares de mortes em países como Itália (mais de 8 mil), Estados Unidos (mais de mil), Espanha (mais de 4 mil) e China (mais de 3 mil), Bolsonaro afirmou que "o povo foi enganado" sobre a gravidade da infecção e que a previsão de milhares de mortes não se confirmou.

Bolsonaro também aposta no uso da hidroxicloroquina como saída para curar infecções, embora ainda não haja comprovação científica da eficácia. "Até agora, do pessoal que estou falando, é 100% a efetividade que está sem notando, 100%", disse Mais cedo, ele mostrou o medicamento durante reunião com líderes do G20.