Manaus bate recorde de enterros em 24 horas desde o começo da pandemia

Neste domingo, foram registrados 140 sepultamentos e duas cremações

Por O Dia

Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, recebe corpos de vítimas do novo coronavírus
Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, recebe corpos de vítimas do novo coronavírus -
Manaus - Muito perto de entrar em colapso, o sistema funerário de Manaus não para de receber corpos. No último domingo, a capital do Amazonas, na Região Norte do Brasil, bateu o recorde de enterros em 24 horas desde o início da pandemia de covid-19. Foram registrados 140 sepultamentos e duas cremações na cidade em apenas um dia. O número supera o de 136, do começo da semana passada.
De acordo com o Sindicato das Empresas Funerárias do Estado (Sefeam), a média diária de enterros mais do que triplicou em meio ao surto do novo coronavírus: se antes havia cerca de 30 sepultamentos por dia em todo o município de Manaus, atualmente são por volta de 100. Os dados começaram a se apresentar dessa forma há uma semana, quando alguns setores do sistema de saúde do Amazonas tiveram princípios de lotação máxima.
De todos as mortes registradas em Manaus, nem todas são por covid-19. Oficialmente, segundo informações da prefeitura local, as causas são variadas: alguns vão a óbito pela doença, outros por "insuficiência respiratória" e uma parte com o status "indeterminada ou desconhecida". Há casos, inclusive, em que os detalhes dos falecimentos não são nem divulgados.
A maioria dos sepultamentos é feita no cemitério Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, que recebeu a instalação de contêineres frigoríficos para armazenar corpos devido ao iminente colapso. Foi lá também que a prefeitura abriu valas comuns para conseguir suprir a demanda de enterros.

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