Publicado 09/04/2020 13:45 | Atualizado 09/04/2020 13:47
São Paulo - O infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do CoronavÃrus em São Paulo, voltou a rebater as crÃticas sobre sua decisão de não revelar se fez ou não o uso de cloroquina em seu tratamento contra o novo coronavÃrus e afirmou que sigilo é para proteger a sociedade.
Uip foi questionado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a utilização do medicamento que tem sido utilizado em pacientes com a doença, mas que ainda não foi validado cientificamente com forma de combater o vÃrus, e passou a ser alvo de ataques virtuais.
A afirmação foi dada na manhã desta quinta-feira, 9, em uma apresentação virtual sobre a doença que o infectologista fez a empresários, onde também relatou sua experiência sobre a infecção.
"Fiquei no limite entre ser internado ou não. DaÃ, vem a polêmica: como você foi tratado? Em hipótese alguma, eticamente, eu posso falar. Seja lá qual for a minha resposta, causa um grande dano para a sociedade. É que, qualquer coisa que eu fale neste momento, cria uma ida ou não ida que ninguém controla. Esse sigilo que eu me impus e impus que as pessoas respeitassem é para proteção da sociedade. Se eu falo que tomei um determinado medicamento, seja lá qual for, vai haver uma corrida à s farmácias porque eu estou vivo. Se eu falo que não tomei, eu desacredito as pessoas que acreditam. Sigilo não foi falta de transparência, foi preservação da sociedade."
Politização
O infectologista criticou a politização da discussão e afirmou que foi "vÃtima de um massacre na internet". Ele disse que não se opõe aos testes com a substância. "Tenho um inimigo, que é o vÃrus. A cloroquina é uma perspectiva, porque não tem qualquer trabalho com evidências cientÃficas que conclua se ela é efetiva ou não. Eu nunca me pus contra, desde que o médico prescreva e que se saiba dos efeitos colaterais para o coração, visão, sistema de coagulação e hepático."
O médico não quis comentar a possibilidade de redução do isolamento social em regiões que não tiveram comprometimento em mais do que metade da capacidade de atendimento a partir do próximo dia 13, uma proposta do governo federal. Mas demonstrou preocupação com o avanço da doença.
"Estamos no ponto crescente de uma curva que vai se estabilizar, mas ainda não sabemos se estamos enfrentando o Everest ou uma montanha menos Ãngreme. Havia uma perspectiva de curva para baixo, mas estamos em uma tendência de ascensão."
Ainda de acordo com Uip, a desmobilização do isolamento social durante a quarentena é uma realidade em São Paulo. "Há quatro grupos de epidemiologistas estudando essa movimentação e geolocalização. O distanciamento social evitou que o número de infectados fosse dez vezes maior. Se isso não fosse feito, em maio, estarÃamos com os hospitais sobrecarregados. Temos as informações de 80 milhões de celulares e sabemos onde está a movimentação. O Ãndice de distanciamento está em 52% e atingimos o pico de 56%. Temos de chegar a 70%. E a área metropolitana está mais envolvida do que o interior", afirmou.
Uip foi questionado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a utilização do medicamento que tem sido utilizado em pacientes com a doença, mas que ainda não foi validado cientificamente com forma de combater o vÃrus, e passou a ser alvo de ataques virtuais.
A afirmação foi dada na manhã desta quinta-feira, 9, em uma apresentação virtual sobre a doença que o infectologista fez a empresários, onde também relatou sua experiência sobre a infecção.
"Fiquei no limite entre ser internado ou não. DaÃ, vem a polêmica: como você foi tratado? Em hipótese alguma, eticamente, eu posso falar. Seja lá qual for a minha resposta, causa um grande dano para a sociedade. É que, qualquer coisa que eu fale neste momento, cria uma ida ou não ida que ninguém controla. Esse sigilo que eu me impus e impus que as pessoas respeitassem é para proteção da sociedade. Se eu falo que tomei um determinado medicamento, seja lá qual for, vai haver uma corrida à s farmácias porque eu estou vivo. Se eu falo que não tomei, eu desacredito as pessoas que acreditam. Sigilo não foi falta de transparência, foi preservação da sociedade."
Politização
O infectologista criticou a politização da discussão e afirmou que foi "vÃtima de um massacre na internet". Ele disse que não se opõe aos testes com a substância. "Tenho um inimigo, que é o vÃrus. A cloroquina é uma perspectiva, porque não tem qualquer trabalho com evidências cientÃficas que conclua se ela é efetiva ou não. Eu nunca me pus contra, desde que o médico prescreva e que se saiba dos efeitos colaterais para o coração, visão, sistema de coagulação e hepático."
O médico não quis comentar a possibilidade de redução do isolamento social em regiões que não tiveram comprometimento em mais do que metade da capacidade de atendimento a partir do próximo dia 13, uma proposta do governo federal. Mas demonstrou preocupação com o avanço da doença.
"Estamos no ponto crescente de uma curva que vai se estabilizar, mas ainda não sabemos se estamos enfrentando o Everest ou uma montanha menos Ãngreme. Havia uma perspectiva de curva para baixo, mas estamos em uma tendência de ascensão."
Ainda de acordo com Uip, a desmobilização do isolamento social durante a quarentena é uma realidade em São Paulo. "Há quatro grupos de epidemiologistas estudando essa movimentação e geolocalização. O distanciamento social evitou que o número de infectados fosse dez vezes maior. Se isso não fosse feito, em maio, estarÃamos com os hospitais sobrecarregados. Temos as informações de 80 milhões de celulares e sabemos onde está a movimentação. O Ãndice de distanciamento está em 52% e atingimos o pico de 56%. Temos de chegar a 70%. E a área metropolitana está mais envolvida do que o interior", afirmou.
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