Bolsonaro: Lamento que final da carreira de Moro seja desta forma

Na entrevista, Bolsonaro disse que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, "tem carta branca para trabalhar"

Por ESTADÃO CONTEÚDO , Estadão Conteúdo

DF - BOLSONARO/PF/VÍDEO - POLÍTICA - O presidente da República, Jair Bolsonaro, fala com simpatizantes ao sair do Palácio da Alvorada, em Brasília (DF), nesta terça-feira, 12. Bolsonaro afirmou hoje que o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril não contém as palavras
DF - BOLSONARO/PF/VÍDEO - POLÍTICA - O presidente da República, Jair Bolsonaro, fala com simpatizantes ao sair do Palácio da Alvorada, em Brasília (DF), nesta terça-feira, 12. Bolsonaro afirmou hoje que o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril não contém as palavras "Polícia Federal", "investigação" e "superintendência". A reunião foi a última em que o ex-ministro Sergio Moro participou e faz parte do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga se Bolsonaro interferiu politicamente na PF. -
O presidente Jair Bolsonaro disse lamentar que "o final da carreira de Moro seja desta forma", citando a entrega de mensagens entre o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP). Segundo Bolsonaro, Moro saiu da entrevista coletiva na qual anunciou sua saída do governo e logo na sequência passou as mensagens trocadas com a deputada para "o Bonner", referência ao âncora do Jornal Nacional, William Bonner.

A fala de Bolsonaro aconteceu em entrevista ao blogueiro Magno Martins, transmitida nas redes sociais e pela Rede Nordeste de Rádio no começo da noite desta terça-feira, 19.

Na entrevista, Bolsonaro disse que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, "tem carta branca para trabalhar" e negou que tenha intenção de interferir a PF, conforme acusou Moro. Parte do inquérito derivado da denúncia do ex-ministro, a reunião ministerial do dia 22 de abril, que foi gravada, não deveria ser liberada ao público, na opinião do presidente.

"O STF não deveria liberar o trecho da reunião sobre política internacional", defendeu Bolsonaro, que disse temer uma reação internacional a falas suas e de ministros que possam ter ocorrido durante a reunião.

Bolsonaro ainda comentou a entrevista dada pelo empresário Paulo Marinho, seu ex-aliado e suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na qual Marinho disse que o filho mais velho do presidente soube de antemão que uma operação da PF implicaria funcionários dele, então deputado estadual no Rio. A informação teria sido passada à família Bolsonaro por um delgado da PF simpatizante do projeto político da família, segundo o empresário. "Vai ter de provar quem foi o delegado que vazou", disse o presidente.

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