Abraham Weintraub - Geraldo Magela/Agência Senado
Abraham WeintraubGeraldo Magela/Agência Senado
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, sugeriu na manhã desta quarta-feira, em postagem no Twitter, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja adiado por 30 a 60 dias. Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o Senado Federal aprovou na terça-feira o texto-base do projeto que suspende a realização da prova. A proposta não estabelece uma nova data, mas prevê que processos seletivos como o Enem devem ser postergados enquanto durar o estado de calamidade decretado por conta da pandemia. O projeto agora passará por votação na Câmara dos Deputados antes de ir á sanção presidencial.

"Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o Enem seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame", escreveu Weintraub em sua rede social.

O ministro ainda completou informando que a participação dos estudantes inscritos poderá ser feita através do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de forma "direta, democrática, transparente e segura".

Críticos à realização da prova durante a pandemia, como o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), afirmam que a necessidade de meios digitais para a preparação acentua as desigualdades entre os estudantes brasileiros. "Efetivamente, 40% dos jovens deste país não têm acesso à internet. No Amazonas, isso é gravíssimo, porque praticamente 80% dos nossos no interior do Estado não têm acesso à internet. A questão do conteúdo também é fundamental", afirmou o senador, durante a sessão realizada na terça-feira.

No início da semana, Weintraub já havia se manifestado no Twitter em favor de organizar uma espécie de votação entre os participantes do Enem, para consultá-los sobre o adiamento do exame. Segundo ele, quatro milhões de pessoas já se inscreveram para realizar a edição da prova de 2020.