Jair Bolsonaro na porta do Alvorada - Carolina Antunes/ PR
Jair Bolsonaro na porta do AlvoradaCarolina Antunes/ PR
Por O Dia
Rio - Veículos da imprensa como Folha de S.Paulo, Band, Metrópoles e veículos do Grupo Globo decidiram suspender a cobertura das entrevistas coletivas do presidente da República, Jair Bolsonaro, na porta do Palácio da Alvorada, após sucessivos episódios de hostilidade por parte de apoiadores do presidente.
A decisão não é unânime e foi tomada nesta segunda-feira, dia em que a hostilidade de bolsonaristas foi maior. Veículos como a CNN Brasil e o SBT não se manifestaram a respeito. A Record, mais alinhada à agenda do presidente, continuará cobrindo as entrevistas normalmente.
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A Folha de S. Paulo entrou em contato com o Gabinete de Segurança Internacional (GSI), responsável pela segurança do local, e com a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), antes de tomar a decisão, mas foi ignorada. O jornal anunciou que só irá retomar as atividades quando tiver a segurança garantida.
O Grupo Globo também entrou em contato com o governo, e divulgou a carta encaminhada ao ministro do GSI, Augusto Heleno. "São muitos os insultos e os apupos que os nossos profissionais vêm sofrendo dia a dia por parte dos militantes que ali se encontram, sem qualquer segurança para o trabalho jornalístico. Estas agressões vêm crescendo", escreveu.
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Em nota, o jornal Metrópoles ressaltou que: "Jornalistas no Alvorada foram alvo de insultos como “comunistas, escória, ratos, comprados, lixo” quando Bolsonaro deixou o palácio para ir ao Planalto, pela manhã. Sempre aos berros, com os militantes bolsonaristas quase entrando no espaço reservado para o trabalho da imprensa – e separado apenas por um grade baixa. Em nenhum momento os seguranças do Alvorada interromperam as manifestações".
A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) elogiou a decisão dos veículos, também por meio de nota emitida nesta segunda-feira.