Presidente do Banco Central acredita que fator medo prevalecerá após pandemia

Roberto Campos Neto participou de audiência pública virtual da comissão mista do Congresso

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto está pessimista quanto ao retorno da normalidade de circulação de pessoas
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto está pessimista quanto ao retorno da normalidade de circulação de pessoas -
Brasília - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira, 1º de junho, que o "fator medo" fará com que o fluxo de pessoas não retorne imediatamente aos parâmetros de 2019 mesmo após o fim da quarentena. Em apresentação a parlamentares no período da manhã, ele mostrou gráficos sobre o que tem ocorrido em países que já deixaram ou estão deixando o período de isolamento em função da pandemia do novo coronavírus.

"Percebemos que, em grande parte dos lugares, não conseguimos chegar ao padrão de 2019 de circulação de pessoas", afirmou Campos Neto aos parlamentares. "O fator medo faz com que mesmo depois da quarentena o fluxo de pessoas não volte." O presidente do BC estimou ainda que este aspecto que prejudica a volta da circulação deve permanecer até meados do próximo ano.

Ao analisar os impactos do distanciamento social sobre diferentes setores da economia, ele destacou os impactos da pandemia sobre o de serviços. "Parte dos serviços ligada a eventos, diversão e turismo vai ter volta mais lenta", pontuou. As declarações de Campos Neto foram feitas em audiência pública virtual da comissão mista do Congresso voltada para o acompanhamento das medidas econômicas do governo durante a pandemia da covid-19.

Comentários