Prefeito de São Paulo Bruno Covas tem diagnóstico positivo para covid-19

Prefeito está bem e não apresenta sintomas da doença, mas vai ficar trabalhando em casa nos próximos dias. Ele faz tratamento contra câncer e é do grupo de risco da covid-19

Por ESTADÃO CONTEÚDO

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas -
São Paulo - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi diagnosticado com covid-19. A informação foi confirmada neste sábado, 13, pela Prefeitura de São Paulo. O prefeito está bem, não apresenta sintomas da doença causada pelo novo coronavírus e vai trabalhar em casa nos próximos dias.

De acordo com a Prefeitura, o teste positivo de Covas veio depois de exame de rotina.

O prefeito faz parte do grupo de risco para a doença. Ele faz tratamento contra um câncer metastático no sistema digestivo, diagnosticado inicialmente na cárdia, região entre estômago e esôfago, e faz imunoterapia.

Covas chegou a passar mais de dois meses morando na sede da Prefeitura e levou para o gabinete a cama que estava em seu apartamento na Barra Funda, na zona oeste. Foi uma opção pelo isolamento social contra a disseminação do novo coronavírus no início da pandemia.

A decisão de retornar foi tomada após o início das medidas de flexibilização do governo paulista. Ele voltou a dormir em sua casa na sexta-feira.

Histórico

O prefeito foi internado pela primeira vez no dia 23 de outubro, com erisipela (infecção na perna), que evoluiu para trombose venosa profunda (coágulos) na perna direita. Os coágulos subiram para o pulmão, causando uma embolia. O câncer foi diagnosticado durante a realização dos exames para identificar novos coágulos

Covas também possui pequenas lesões no fígado e nos gânglios linfáticos. Isso se deve a um processo denominado metástase, migração de células do tumor para outras partes do corpo.

O prefeito passou por oito sessões de quimioterapia que, segundo os médicos, ainda não foram suficientes para vencer o câncer.

A equipe médica decidiu continuar aplicações endovenosas de imunoterapia a cada três semanas.

Os médicos afirmaram que a doença não tem relação com a do avô, o ex-governador de São Paulo Mário Covas, que morreu de câncer de bexiga em 2001.

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