Entregadores de aplicativos se organizam para reivindicar direitos - Reprodução Twitter
Entregadores de aplicativos se organizam para reivindicar direitosReprodução Twitter
Por Marina Cardoso
Brasil - Após a mobilização nacional no dia 1º deste mês por busca de melhores condições de trabalho, medidas de proteção contra o risco de infecção do coronavírus (Covid-19) e demais direitos sociais para a categoria, os entregadores de aplicativo vão se reunir, nesta quarta-feira, às 11h, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para apresentar a pauta de reivindicações dos profissionais. Estarão presentes na reunião, que será realizada virtualmente, representantes de vários estados responsáveis pelo movimento nacional. 
Segundo os representantes, o intuito da reunião é expor as más condições de trabalho dos entregadores de aplicativos, que são submetidos a jornadas exaustivas, sem garantia de direitos sociais, como proteção para acidentes de trabalho e equipamentos de proteção individual. Em razão da pandemia do coronavírus, em que os serviços de entrega via aplicativos se tornaram um serviço essencial, os trabalhadores passaram a ter mais trabalho, tiveram redução de renda e estão mais expostos à contaminação.
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Entre as principais reivindicações estão a fixação de tabela de preço do frete de entregas, o aumento da taxa mínima das entregas, o fim dos bloqueios e desligamentos de forma injusta e sem justificativas, uma legislação específica para a categoria, além do auxílio-pandemia, com fornecimento dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e licença remunerada caso o entregador seja afastado em decorrência do coronavírus. A iniciativa da reunião foi da bancada do PSOL na Câmara.
No último dia 1º, os entregadores, de moto e bicicleta, realizaram a primeira paralisação nacional da categoria. O movimento contou com a participação de usuários, restaurantes, lideranças políticas e ativistas e teve repercussão na imprensa nacional, mas as empresas de aplicativos não responderam a nenhuma reivindicação dos trabalhadores. Uma nova data para manifestação foi marcada para o final do mês. 
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