Incêndios florestais atingem a região do Pantanal, em Mato Grosso do Sul - Reprodução
Incêndios florestais atingem a região do Pantanal, em Mato Grosso do SulReprodução
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Publicado 18/09/2020 15:40 | Atualizado 18/09/2020 15:40
A fumaça das queimadas no Pantanal que chegou a São Paulo na quinta-feira, pode ter um impacto grave na saúde da população paulistana. Junto com o ar seco e ao tempo frio, a fuligem presente no ar se torna um risco especialmente preocupante para idosos, fumantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas.
"Isso coincide com um período que é complicado. Sempre que a gente tem o ar frio, seco e poluído é a pior condição para quem tem doenças de via respiratória. E essa fumaça que vem é um problema ambiental mundial, mas que está chegando a São Paulo agora, que já é uma cidade com alto índice de poluição", explica Silvio Cardenuto, médico assistente do pronto socorro da Santa Casa.
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Essa tríade de más condições no ar (seco, frio e poluído) atinge principalmente os grupos de risco citados acima e pode agravar quadros de bronquite e rinite crônicas, asma, idosos com "pulmão senil", gestantes, pessoas imunossuficientes e com outras doenças respiratórias. Para se prevenir, Cardenuto recomenda o uso de máscaras, que diminui a inalação de partículas, boa hidratação e a umidificação dos ambientes internos, com baldes de água e toalhas molhadas.
Outra recomendação que Cardenuto indica é a de evitar aglomerações, uma medida que já deveria ser cumprida em função do novo coronavírus. Caso haja o agravamento de qualquer sintoma, como aumento de tosse, falta de ar, mudança na expectoração, cansaço anormal ou sangramento nasal, é preciso procurar atendimento médico.
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"Existe uma conjunção de fatores que minimizou esse risco e a população já vinha se cuidando com o uso de máscara por causa da pandemia. Então, o impacto só não é maior por causa disso", afirma. Mesmo a chuva negra que pode chegar à capital neste fim de semana pode ser benéfica neste caso, já que ela aumenta a umidade do ar. "Ela pode minimizar um pouco a parte das vias respiratórias, mas o problema ambiental permanece, claro."