Ministro Ricardo Salles criou a medida alegando a necessidade dos órgãos fiscalizadores buscarem acordos antes que surja a contestação judicial - Marcos Correa / Presidência da República
Ministro Ricardo Salles criou a medida alegando a necessidade dos órgãos fiscalizadores buscarem acordos antes que surja a contestação judicialMarcos Correa / Presidência da República
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reagiu na manhã desta quarta-feira, a promessa do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, de enviar US$ 20 bilhões ao Brasil para combater o desmatamento. Pelas redes sociais, o ministro questionou se o valor seria pago anualmente.
No debate eleitoral de terça-feira, Biden afirmou que, se eleito, se juntaria a países aliados para oferecer US$ 20 bilhões ao Brasil para interromper o desmatamento de florestas tropicais. "Eu reuniria os países e diria: Aqui estão US$ 20 bilhões. Parem de desmatar a floresta. E se vocês não pararem, haverá consequências econômicas", afirmou o democrata.
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Pelo Twitter, Salles se manifestou duas vezes sobre o caso. Inicialmente, compartilhou a reprodução de tela de uma matéria do portal O Antagonista, questionando os valores apresentados pela reportagem. O ministro afirmou que o valor informado por Biden é 40 vezes maior que o Fundo Amazônia. Em uma segunda publicação, Salles questiona: "a ajuda dos USD 20 Bi do Biden, é por ano?".
As questões ambiental e climáticas voltaram ao centro do debate político mundial. No caso do Brasil, as queimadas na Amazônia e no Pantanal foram tratadas pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, quando disse que os incêndios eram usados em campanha internacional contra o governo brasileiro, culpou "índios e caboclos" pelo fogo e defendeu que a umidade da floresta impedia que as chamas se espalhassem pela vegetação.
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Nos EUA, o tema virou assunto entre os presidenciáveis especialmente pelos incêndios florestais na Costa Oeste do país, principalmente em Oregon, Washington e Califórnia, que resultaram na morte de civis.