O ministro da Economia, Paulo Guedes - Reprodução/TV Brasil
O ministro da Economia, Paulo GuedesReprodução/TV Brasil
Por O Dia*
Publicado 17/10/2020 15:37 | Atualizado 17/10/2020 15:55
Brasília - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, durante uma live promovida pela XP Investimentos, que o governo vai honrar o compromisso de limitar os gastos públicos abaixo do teto. Segundo ele, isso irá acontecer mesmo que seja necessário abandonar o seu novo programa social, o Renda Cidadã. "Se não encontrarmos espaço fiscal para fazer um programa melhor, vamos voltar para o Bolsa Família. É melhor voltar para o Bolsa Família que promover um programa irresponsável", disse Guedes.
O governo quer um programa social para substituir o Bolsa Família, com mais beneficiários e com um benefício maior. Em março, os beneficiários do atual programa migraram para o auxílio emergencial, que passou a pagar um valor maior.
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Guedes citou o novo imposto sobre transações após ser questionado sobre o aumento das demissões no Brasil. "Obrigado por dar apoio ao imposto sobre transações", respondeu, sugerindo que a nova CPMF seria a solução para isso. "Por que você acha que nós estamos pensando nessa coisa de merda [nova CPMF]? Você acha que liberais gostam de criar novos impostos ? Não mesmo. Há apenas uma razão pela qual se poderia pensar nisso. É porque existe um pior operando hoje", disse o ministro, defendendo a importância de desonerar a folha e aliviar os custos para empregadores.
No evento, o ministro disse novamente que não há planos para estender o auxílio emergencial para 2021. Em setembro, o governo publicou uma medida provisória que prorrogou até dezembro o pagamento do benefício. No entanto, o valor das quatro últimas parcelas caiu de R$ 600 para R$ 300.
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Nova CPMF
Paulo Guedes falou ainda que não desistiu de criar um imposto sobre transações, a nova CPMF, para desonerar a folha de pagamentos das empresas.
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"Estamos subsidiando capital e taxando o trabalho. É inaceitável. Então, enquanto as pessoas não vierem com uma solução melhor, eu prefiro a segunda melhor, que é esse imposto de merda", disse Guedes em defesa da CPMF.
No entanto, o ministro voltou a negar semelhança do novo imposto sobre transações com a antiga CPMF , que era cobrada sobre transações e existiu até 2007 para cobrir gastos do governo federal com saúde, mas acabou sofrendo grande resistência e foi extinto. A alíquota máxima da CPMF na década passada foi de 0,38% por operação. O novo tributo defendido por Guedes teria carga menor, de 0,2%. "Não é CPMF de jeito nenhum. É digital", defendeu.
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*Com informações do Brasil Econômico