Ministro Luís Roberto Barroso, recebeu o ministro da Justiça, André Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre, para apresentarem detalhes da Operação Eleições Limpas 2020 - Divulgação
Ministro Luís Roberto Barroso, recebeu o ministro da Justiça, André Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre, para apresentarem detalhes da Operação Eleições Limpas 2020Divulgação
Por O Dia
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, recebeu, na manhã desta terça-feira, o ministro da Justiça, André Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre, para apresentarem detalhes da Operação Eleições Limpas 2020. Uma das novidades deste ano é o uso de drones para monitorar possíveis irregularidades durante o primeiro e o segundo turno das eleições municipais 2020. 
Diante de algum flagrante de crime eleitoral, policiais se deslocarão, imediatamente, para o local indicado para prender os suspeitos, que serão conduzidos para a delegacia, onde serão tomadas as providências pertinentes.
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De acordo com o diretor-geral da PF, são aparelhos altamente sofisticados, com capacidade de zoom de 180 vezes e poder de alcance a uma distância de seis quilômetros com imagem em alta resolução. As equipes de policiais ficarão nas zonas eleitorais consideradas mais problemáticas para inibir boca de urna, compra de votos, transporte irregular de eleitores, dentre outros crimes eleitorais.
“Estamos aqui para auxiliar a Justiça Eleitoral e utilizar a tecnologia como aliada para buscar eficiência maior no combate aos crimes eleitorais”, afirmou Rolando Alexandre, ao destacar que a busca é por uma eleição mais limpa e tranquila possível.
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O ministro da Justiça reforçou o objetivo de ser instrumento de colaboração e cooperação para o bom andamento das eleições para que o eleitor possa escolher com liberdade de consciência. Ao mesmo tempo, os candidatos possam exercer seu direito de fazer propaganda dentro de parâmetros justos, equânimes e de legalidade. 
“O nosso papel é prevenir, e a melhor forma de prevenir é ser transparente com a sociedade de que hoje há instrumentos tecnológicos que permitem detectar propaganda irregular através da internet. De modo especial, as chamadas fake news. Portanto, avisamos para que não procedam dessa forma porque o sistema de justiça como um todo hoje tem instrumentos para prevenir e, se for o caso, abrir investigações nesse campo”, destacou Mendonça, que ressaltou o compromisso com a cidadania, com a Constituição Federal e com o país. 
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Aparato tecnológico para evitar Fake News
O presidente do TSE destacou que uma das principais preocupações com as eleições é com as Fake News, assim como a garantia que o pleito vai se realizar com segurança sanitária.
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Barroso destacou que a disseminação de notícias falsas degrada o debate público. Por isso, outro aparato tecnológico apresentado durante a reunião tem o objetivo de evitar as Fake News. Um software vai auxiliar a Polícia Federal a identificar pessoas responsáveis pela criação e propagação de notícias falsas.

Com a tecnologia utilizada pela Polícia Federal será possível “percorrer o caminho de volta da notícia falsa e chegar à sua origem e identificar de onde vêm essas tentativas de difusão da mentira, de desacreditar as instituições e fazer mal à democracia”.
Na questão sanitária, a Justiça Eleitoral tem tomado todas as medidas de precaução possível para garantir ao eleitor a tranquilidade no dia da votação e garantir eleições livres e seguras.

Ele citou as ações como o protocolo de medidas sanitárias, desenvolvido em parceria público privada, e também os acordos firmados com mais de 57 instituições públicas e privadas para coibir a disseminação de notícias falsas. Além disso, a Justiça Eleitoral conta com as principais agências de checagens para desmentir com a maior agilidade possível eventuais mentiras que visem atrapalhar o processo eleitoral.

“Mas onde não conseguirmos evitar, teremos essa parceria com a Polícia Federal. Queremos aprimorar a democracia brasileira e não permitir que ela se deteriore por grupos minoritários, irrelevantes, mas que têm um grande poder de estrago que são essas milícias digitais que disseminam mentiras”, disse o ministro Barroso.