Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)Marcello Casal Jr / Agência Brasil
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Recife - Em operação deflagrada nesta sexta-feira, a Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista de Pernambuco desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes previdenciárias. O grupo atuava fraudando diferentes espécies de benefícios de três formas: recebimento de créditos pós-óbito, criação de beneficiários fictícios e atualizações de dados à revelia dos titulares. A operação “Aturada” cumpriu um mandado de busca e apreensão, no Recife, em Pernambuco.

Os acusados da fraude usavam documentação falsa e contavam com a ajuda de idosos “laranjas” para criar beneficiários fictícios de Amparo Social ao Idoso, fazer renovação de senha, comprovação de fé de vida, transferências, empréstimos consignados e mudanças de datas de nascimento e de órgãos pagadores.

A investigação identificou atividades frequentes de recebimento de créditos após o óbito dos beneficiários, além de situações de reiteradas atualizações de dados à revelia dos reais titulares dos benefícios, os quais passavam a ter seus pagamentos depositados em contas criadas pelo grupo.

O cruzamento dos dados nos sistemas corporativos mostrou que a organização criminosa teve participação em pelo menos 227 benefícios suspeitos, os quais serão encaminhados para revisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com a Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), a ação da Inteligência Previdenciária e Trabalhista proporcionou uma economia de pelo menos R$ 6 milhões em valores que seriam pagos futuramente a esses supostos beneficiários, caso o esquema não tivesse sido detectado.

O nome da operação, “Aturada”, faz alusão a algo que se estende por muito tempo e a alto custo, considerando que a organização atuava há mais de 18 anos e em pelo menos 10 estados brasileiros.

A Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista é integrada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, pela Polícia Federal e Ministério Público Federal e atua em conjunto para o combate eficaz de crimes contra o sistema previdenciário. Na Secretaria Especial, cabe à Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista investigar e analisar os indícios de crime.