estudante - Reprodução internet
estudanteReprodução internet
Por O Dia
Brasil - A pandemia de covid-19 causou um impacto muito grande na economia, mas também na educação . Professores, alunos e as instituições precisaram se adequar à nova realidade de ensino. Por conta disso, a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) promoveu uma pesquisa inédita para entender as atividades remotas de ensino. Para 67% dos alunos, uma das situações que mais afeta o estudo e aprendizagem é a dificuldade em estabelecer e organizar a rotina diária.
Além disso, outro ponto que afeta estudo e aprendizagem na pandemia é que 58,32% dos estudantes acreditam que as escolas mandam muitos materiais e por isso não dão conta.
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Quando se trata do acesso à internet, 63,53% responderam ter banda larga ilimitada e 25,80% utilizam de terceiros. No que se refere às atividades remotas, 60,50% afirmam terem participado de quase todas as atividades do gênero em sua escola, porém 72,61% consideram que piorou se comparada às aulas presenciais. O estudo mostra ainda que 68,11% dos alunos só querem retomar às aulas presenciais quando tiver uma vacina disponível.
De acordo com o diretor da ABED George Bento Catunda, que foi também o responsável pela coordenação dessa pesquisa, é importante destacar que o levantamento trouxe novos dados e mais completos até o momento sobre um cenário que muito se especulava e que no entanto não se dispunha informações tão abrangentes como estas sobre os reflexos da pandemia de covid-19 na Educação Básica.
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“Um dado interesse se refere à adoção de tecnologias educacionais utilizadas no ensino remoto, como réplica de práticas e rotinas da sala de aula e escolas se mostrou eficaz por muito pouco tempo. Porém, podemos dizer que o grande desafio no momento é o engajamento”, afirma George Catunda.
O que os professores dizem?
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Quando questionados sobre o seu papel, 94,83% dos educadores consideram que é interagir virtualmente com os estudantes a fim de manter o processo de ensino e aprendizagem. Já sobre sua saúde mental, 52,52% dizem se sentir um pouco abatidos, tristes e desanimados nesse período, enquanto 34,80% afirmam se sentirem normal. No que se refere às atividades realizadas em suas rotinas, 77,81% dos professores se ocupam com filmes, livros e TV; 48,71% praticam exercícios físicos e 9,25% fazem Yoga e Meditação.
A pesquisa mostra também que as instituições de ensino em que lecionam, em sua maioria (94,89%) adotaram atividades remotas emergenciais. E que 61,98% das escolas que adotaram Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) utilizam Google Classroom e somente 4,34 não utilizam AVA. Outras ferramentas que são utilizadas pelos professores na distribuição de conteúdo e interação com os alunos são: Whatsapp (87,77%), Google Meet (75,10%), e-mail (45,02%), Zoom (27,81%) e Instagram (21,35%).
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Os dados já esperados e que foram constatados pela pesquisa são: abandono escolar, migração de 
estudantes de escolas privadas para escolas públicas, abalo emocional de professores, familiares e estudantes e prejuízo às aprendizagens.
O estudo conta com uma amostra de 5.580 participações, entre estudantes, professores, pais e/ou responsáveis e dirigentes de instituições de ensino públicas e privadas do país. O período de apuração deste levantamento aconteceu entre 24 de agosto e 15 de setembro e mostrou os impactos da pandemia na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.