Presidente da República Jair Bolsonaro, durante reunião da XII Cúpula de Líderes do BRICS (videoconferência) - Marcos Corrêa/PR
Presidente da República Jair Bolsonaro, durante reunião da XII Cúpula de Líderes do BRICS (videoconferência)Marcos Corrêa/PR
Por O Dia
Rio - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou a Organização Mundial de Saúde (OMS) em discurso na cúpula dos Brics - bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - nesta terça-feira. 
Bolsonaro afirmou que o órgão, que defende apenas consensos estabelecidos pela comunidade científica, pratica um "monopólio do conhecimento" e precisa ser reformado. "Desde o início critiquei a politização do vírus e o pretenso monopólio do conhecimento por parte da OMS, que necessita urgentemente, sim, de reformas", disse. 
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O presidente pediu também uma reforma na Organização Mundial do Comércio (OMC), com foco na questão dos subsídios: "A reforma da OMC é fundamental para a retomada do crescimento econômico global, é necessário prestigiar proposta de redução de subsídios para bens agrícolas com a mesma ênfase com que países buscam promover o comércio de bens industriais".
A reunião entre os líderes também revelou a distância entre Bolsonaro e o presidente da China, Xi Jinping. Do lado chinês, o líder criticou o isolacionismo, que tende a "aumentar a tensão e possibilidade de conflitos" entre os países, e afirmou que "a história nos mostra que o multilateralismo pode evitar guerras". Já Bolsonaro manteve a postura isolacionista e alinhada com o atual presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que "é preciso defender as prerrogativas soberanas dos países".