Bolsonaro voltou a colocar a economia como oposição às infecções pela Covid-19 - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Bolsonaro voltou a colocar a economia como oposição às infecções pela Covid-19Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Por O Dia
Sem mencionar o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, que foi espancado e morto por seguranças brancos em uma unidade do Carrefour, Jair Bolsonaro (sem partido) usou a sua conta pessoal do Twitter, na noite desta sexta-feira, para fazer uma sequência de postagens minimizando a pauta racial no Brasil. Segundo o presidente da República, o país possui questões mais complexas para resolver.
"Estamos longe de ser perfeitos. Temos, sim, os nossos problemas, problemas esses muito mais complexos e que vão além de questões raciais. O grande mal do país continua sendo a corrução moral, política e econômica. Os que negam este fato ajudam a perpetuá-lo", escreveu o presidente no Dia da Consciência Negra.
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Assim como o vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB), que disse não haver racismo no Brasil, Bolsonaro falou que há o interesse em se "dividir o sofrimento do povo brasileiro em grupos", pois "há quem se beneficie politicamente com a perda de nossa soberania".
"Não adianta dividir o sofrimento do povo brasileiro em grupos. Problemas como o da violência são vivenciados por todos, de todas as formas, seja um pai ou uma mãe que perde o filho, seja um caso de violência doméstica, seja um morador de uma área dominada pelo crime organizado. Existem diversos interesses para que se criem tensões entre nosso próprio povo. Um povo unido é um povo soberano, um povo dividido é um povo vulnerável. Um povo vulnerável é mais fácil de ser controlado. E há quem se beneficie politicamente com a perda de nossa soberania", postou Bolsonaro.
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