Jair Bolsonaro - Reprodução TV Brasil
Jair BolsonaroReprodução TV Brasil
Por iG
Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (25) que o governo federal não teve “nada a ver” com a crise de energia elétrica que durou 22 dias no estado do Amapá.
A declaração foi dada em evento fechado com a presença de investidores. Bolsonaro se disse "orgulhoso" pelo Ministério de Minas e Energia, que teria resolvido o problema de forma “voluntária”.
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“Um problema sério que tivemos no dia 3 agora de novembro, a questão de energia elétrica, que não tem nada a ver com o governo federal, mas como nós aqui somos um governo de 210 milhões de brasileiros, nós fomos pra lá. E dentro de duas semanas o assunto foi resolvido. Não era competência ou atribuição nossa, nós nos orgulhamos, o Ministério de Minas e Energia também, pelo seu voluntarismo pela forma como tratou esta questão”, disse.
No último sábado (21), depois de 19 dias de crise e dois apagões no estado, o presidente Bolsonaro visitou o Amapá. Durante a visita, Bolsonaro desfilou pelas ruas da cidade apoiado na porta do carro, com um segurança atrás, com o pé na porta, protegendo suas costas.
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Isenção de pagamento da conta de luz 
A Secretaria-Geral da Presidência informou que o presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira, 25, a medida provisória (MP) que isenta os moradores do Amapá do pagamento da conta de luz. Segundo o Palácio do Planalto, a isenção vale para os trinta dias anteriores à data da publicação da MP.
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Para bancar o benefício aos moradores do Amapá e não aumentar a conta de luz dos consumidores dos outros Estados, o governo editou Medida Provisória que abre crédito extraordinário para bancar a isenção, via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Como compensação, antecipou em um mês o fim da isenção da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de crédito, seguro e câmbio. Em decreto assinado também nesta quarta-feira, o presidente Bolsonaro antecipa o prazo de redução da alíquota do IOF para operações contratadas até 26 de novembro e não mais até 31 de dezembro.

A assinatura aconteceu em uma cerimônia fechada à imprensa, na Base Aérea de Brasília, na qual estavam presentes algumas autoridades, entre as quais o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
 
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*Com informações do Estadão Conteúdo