Adriana Alves Dutra foi afastada do cargo de agente de fiscalização do Carrefour - Reprodução
Adriana Alves Dutra foi afastada do cargo de agente de fiscalização do CarrefourReprodução
Por iG
Porto Alegre - Em depoimento à Polícia Civil de Porto Alegre, a agente de fiscalização Adriana Alves Dutra, que presenciou o assassinato de João Alberto no supermercado Carrefour, alegou que não impediu as agressões porque estava com a “saúde debilitada”.
driana Dutra, de 51 anos, disse aos investigadores que realizou uma cirurgia recentemente e que, por isso, não interferiu na cena. Ela foi presa temporariamente por trinta dias na última terça-feira (24).
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Roberta Bertoldo, delegada responsável pelo caso, informou que “o Departamento de Homicídios entende, a partir das imagens que foram captadas e dos testemunhos colhidos , que Adriana tinha, sim, o poder, naquele momento, de cessar as agressões dos fatos e ser a superior imediata daqueles indivíduos, que exerciam a segurança".
A agente de fiscalização do Carrefour também afirmou, em depoimento, que pediu aos seguranças que parassem de agredir João Alberto. A Polícia Civil, porém, não encontrou indícios dessa tentativa nas imagens colhidas até o momento.
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"Ela está sendo presa, neste momento, para ajudar a investigação criminal. Por que ela está sendo presa? Justamente pelo fato de ter contradições no seu depoimento", disse Nadine Anflor, chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
A defesa de Adriana afirmou em entrevista à RBS TV que “vai seguir sem se pronunciar por tempo indeterminado”.