Veículos ficaram destruídos na colisão, que aconteceu na região de Itupeva, a 73 quilômetros da cidade de São Paulo - Reprodução
Veículos ficaram destruídos na colisão, que aconteceu na região de Itupeva, a 73 quilômetros da cidade de São PauloReprodução
Por iG
São Paulo - Em depoimento à Polícia Civil, o motorista de ônibus que se envolveu no acidente que deixou mais de 40 mortos na manhã desta quarta (25) afirmou que o freio do veículo falhou. De acordo com o condutor, um outro ônibus freou bruscamente à sua frente, fazendo com que ele precisasse desviar e invadir a pista de sentido contrário. Disse ainda que o freio do veículo que ele dirigia falhou e, nisso, teria batido em um caminhão.

A colisão ocorreu no km 172 da rodovia, entre as cidades de Taguaí e Taquarituba, no interior do estado. O ônibus transportava os funcionários de Itaí e Taquarituba para uma empresa têxtil em Taguaí. Pelo menos 41 pessoas morreram.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Taguaí, com o apoio de policiais da região. O investigador que ouviu o motorista disse que ele parecia estar confuso, nervoso e sem sinais de embriaguez. Segundo a polícia, a suspeita é de que ele tenha sofrido traumatismo craniano.

"Quando ele saiu [da pista], ele se deparou de frente com a carreta. Mas não se lembra de mais nada: como se deu o acidente, se ele tentou desviar da carreta. Ele só se lembra de ter acordado caído para fora do ônibus, no acostamento", disse o investigador.
O condutor do veículo foi socorrido com escoriações na cabeça e levado para o Pronto-Socorro da Santa Casa de Fartura. Horas mais tarde, reclamou que estava com tontura e náusea e foi transferido para Avaré. Ele deve passar por exames de tomografia e pela avaliação de um neurologista.