Brasileira será uma das primeiras a receber a vacina - Reprodução Facebook
Brasileira será uma das primeiras a receber a vacinaReprodução Facebook
Por O Dia
Rio - A brasileira Beth Kress, de 70 anos, vive em Londres e será uma das primeiras pessoas no mundo, fora da fase de testes, a receber a vacina contra a covid-19, desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em parceria com a BioNTech. As informações são do portal G1. 
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"Eu estou louca para furar a fila! É brincadeira, se nem a rainha tem o privilégio, por que eu, uma plebeia, teria?", brinca ela, que é casada com um inglês. Ambos estão incluídos nas primeiras filas de vacinados, e aguardam orientações para saber quando deverão ir ao hospital receber o imunizante.  
Beth é natural de Minas Gerais e trabalha como fotógrafa. Ela conta que se responsabilizou por todas as tarefas domésticas desde que a pandemia começou. "Para mim, foram os piores meses da minha vida, fiquei enclausurada", afirmou, em entrevista ao portal. 
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Vacinação em massa
O Reino Unido foi o primeiro país ocidental a começar sua campanha de vacinação em massa, graças à movimentação rápida de seu governo e ao seu robusto sistema público de saúde (o NHS, na sigla em inglês). 
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Nesta terça-feira, uma senhora de 90 anos foi a primeira a receber a dose. "Me sinto muito privilegiada por ser a primeira pessoa a ser vacinada contra a covid-19. É o melhor presente de aniversário antecipado que poderia esperar", contou Margaret Keenan, que fará 91 anos na próxima semana. 
A vacinação começou apenas em hospitais, 50 no total, devido à necessidade de manter o produto a uma temperatura muito baixa, entre -70ºC e -80ºC.
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O país recebeu as primeiras 800.000 doses da vacina Pfizer/BioNTech nos últimos dias, procedentes de laboratórios na Bélgica.
A vacinação acontecerá de acordo com uma ordem de prioridades que começa com residentes e funcionários de casas de repouso, profissionais de saúde e pessoas com mais de 80 anos.
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Depois, o programa seguirá por faixas etárias regressivas até os maiores de 50 anos.
As autoridades já alertaram que a maior parte da campanha acontecerá em 2021. O governo espera vacinar todas as pessoas vulneráveis até abril, mas isto dependerá do ritmo de entrega das próximas doses da vacina.
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Será "uma corrida de fundo e não de velocidade" alertou o diretor-médico da saúde pública britânica, Stephen Powis.
* Com informações da AFP