Juliana trabalhava no local como vigia de carros. Em entrevista ao G1, o delegado que comanda o caso, Douglas Fernandes, relatou que a mulher também era sem-teto e trabalhava em estacionamentos da região. "A vítima estava com o companheiro. Eles faziam esse trabalho em troca de comida", diz.
A identidade do suspeito, que está foragido, não foi revelada. Algumas equipes da 3ª DP passaram por pontos em que o autor poderia estar, de acordo com informações de testemunhas que o viram fugir. Porém, as últimas informações são de que ele não havia sido localizado.
Em 2017, uma pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostrou que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Ainda na linha do estudo, a expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos, menos da metade da média nacional, que é de 75 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).