Eduardo Pazuello, Ministro da Saúde - Luciano Belford / Agência O DIA
Eduardo Pazuello, Ministro da SaúdeLuciano Belford / Agência O DIA
Por iG
Brasília - A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entrou com um pedido de impeachment do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (6) alegando "incompetência" do chefe da pasta na gestão da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). O pedido já foi protocolado na Câmara.

Segundo ofício divulgado pela entidade, "o País tem à frente da área da Saúde alguém despreparado para a função, relapso e que comete seguidos crimes de responsabilidade".

"O ministro Eduardo Pazuello dá repetidas demonstrações de incompetência, ineficiência e incapacidade para desempenhar as tarefas de seu cargo. Não só não providenciou as imprescindíveis vacinas – quando cerca de 50 países já estão vacinando suas populações -, como negligenciou até mesmo a aquisição de simples seringas para aplicá-las", segue o documento.

Alçado ao comando do ministério para substituir Nelson Teich, o general não tem formação na área da Saúde, mas foi escolhido por conta de seus conhecimentos em logística. A avaliação era a de que Pazuello teria sucesso na compra de insumos necessários para o combate à Covid-19, como respiradores, máscaras, luvas, agulhas e seringas.

Outro fator que contribuiu para a escolha foi a sua atuação na Operação Acolhida , que atendeu refugiados venezuelanos em Roraima.

Pazuello, porém, começou a sofrer desgaste maior após várias idas e vindas na definição do plano de imunização da população brasileira e, em episódio mais recente, falhou em comprar insumos para garantir a aplicação do imunizante. Das 331 milhões unidades necessárias de seringas, o governo conseguiu comprar até agora apenas 7,9 milhões.

Mas esse acontecimento recente não é o único que gerou más avaliações à gestão de Pazuello no Ministério da Saúde. De acordo com reportagem do jornal O Estado de São Paulo , quase 7 milhões de testes para diagnóstico do novo coronavírus (Sars-CoV-2) venceriam entre este mês e janeiro sem terem sido utilizados. Os itens, que estavam represados no aeroporto de Guarulhos, acabaram tendo a validade estendida.