O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello - Tânia Rêgo/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Eduardo PazuelloTânia Rêgo/Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - O ministro da Saúde, Eduardo Pauzello, voltou a falar sobre o governo de São Paulo nesta manhã de segunda-feira, ao comentar a distribuição de doses da vacina Coronavac aos Estados. Sobre a aplicação da primeira dose da vacina contra o novo coronavírus neste domingo em evento com a presença do governador do Estado, João Doria (PSDB), Pazuello disse que "ontem é passado, é para historiador. A partir de agora, só discuto futuro".
Durante ato simbólico de entrega das doses da Coronavac aos Estados nesta manhã em Guarulhos, Pazuello destacou novamente que "o governo e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cumpriram seus papéis". Nesta segunda-feira, o carregamento de doses da Coronavac embarcou em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para que as vacinas sejam levadas aos Estados. Conforme acordo fechado entre o ministério e governadores presentes ao encontro, a vacinação contra o novo coronavírus começa nesta segunda-feira a partir das 17h.
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Doria não participou da cerimônia de hoje. Segundo o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), que esteve presente, o governador de São Paulo não pode participar por uma "questão de agenda".
Críticas a Doria
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Alguns governadores que participaram do evento com Pazuello criticaram Doria por ter se adiantado à data combinada. Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), o lançamento da vacina, feito por Doria, "é um gesto que coloca os (outros) governadores numa posição de segunda categoria". "Não tínhamos sequer vacinas no nosso Estado", completou.
O governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), reforçou as críticas ao governo paulista pelo início da vacinação neste domingo, antes dos outros Estados. "Foi uma decisão ruim (vacinar no domingo). O Programa Nacional de Imunização é um programa nacional, que envolve todos os Estados. Deveria haver igualdade entre todos", afirmou. "Mas esse é o momento de união. O mais importante agora é iniciar a vacinação da nossa população".
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Para o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), "o Plano Nacional de Imunização deve buscar com que haja uma isonomia de calendário e de critérios". "São Paulo em face à logística e à celeridade e ao fato de deter sob seu guarda-chuva o Instituto Butantan, entendeu acelerar este processo", completou.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), disse que não comentaria a aplicação da primeira dose pelo Governo de São Paulo. Entretanto, a chefe do Executivo estadual ressaltou que "houve muito tumulto e descoordenação ao longo do período pandemia".
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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), afirmou que "está de parabéns o Butantan". "Porém neste momento, entendo que devemos manter a coesão. Disputas por viés eleitoral não são bem-vindas em um momento cujo grande foco é cuidar da saúde dos brasileiros", completou.