Flávio Dino, governador do Maranhão, foi um dos que comemoraram a "grande conquista", mas alertou para a "viabilização urgente" de mais imunizantes - Divulgação
Flávio Dino, governador do Maranhão, foi um dos que comemoraram a "grande conquista", mas alertou para a "viabilização urgente" de mais imunizantesDivulgação
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Governadores comemoram o início da imunização contra a covid-19 no Brasil, com data acertada para esta segunda-feira, 18, às 17h, e o recebimento das doses para a distribuição nos Estados, após reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta manhã. No Twitter, os líderes celebram o imunizante como "vitória da ciência" e garantem logística para dar início à campanha de vacinação o mais rápido possível.
O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), afirmou que o secretário de Saúde do Estado, Carlos Eduardo Lula, já recebeu o primeiro lote de vacinas destinadas ao Maranhão e, "assim que elas chegarem, iniciaremos o transporte e entrega às prefeituras". Apesar de classificar o momento como uma "grande conquista", Dino faz um apelo à "viabilização urgente" dos imunizantes, "pois o número inicial é muito pequeno". Segundo ele, a alternativa mais viável é a fabricação dos imunizantes no Brasil, pelo Butantan e pela Fiocruz. "Foco deve ser esse agora", afirmou.
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No início da reunião desta manhã, os governadores tinham combinado com o início da vacinação para terça-feira (19) às 14h. No entanto, Pazuello adiantou o 'Dia D e hora H' para hoje, às 17h. Antes, o planejamento da pasta era iniciar a vacinação na quarta-feira (20) às 10h.
Diante da mudança, governadores foram obrigados a antecipar o calendário de vacinação. Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, escreveu ser um "dia emocionante e decisivo na luta contra a pandemia" e afirmou que o Estado está "preparado para a chegada da vacina contra a covid-19". Segundo a publicação, Minas Gerais iniciará a distribuição e aplicação aos grupos prioritários "imediatamente".
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A antecipação do calendário de imunização também foi noticiada pelos governadores Renato Casagrande (PSB-ES), Wellington Dias (PT-PI), Antonio Denarium (PSL-RR), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Camilo Santana (PT-CE). Também o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), publicou na rede social que "a primeira dose da vacina será aplicada hoje às 17h no Cristo Redentor".
Um dos grandes problemas que cercou a corrida da vacinação no País foi a falta de seringas e agulhas para aplicação das doses. O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), acalmou a população e garantiu um estoque "de seringas com agulhas necessárias e a logística definida para agilizar a entrega das doses aos 139 municípios".
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O Estado do Amazonas, que esteve no foco nos últimos dias pelo colapso do sistema de saúde na capital, Manaus, também mostrou-se pronto para iniciar a imunização. O governador Wilson Lima (PSC) ainda afirmou que o Estado receberá, além das 256 mil doses preestabelecidas, 50 mil doses doadas pelo Governo de São Paulo.
O aval dado no domingo (17) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alcança a distribuição de 6 milhões de doses da Coronavac, imunizante produzido pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, para todos os Estados do País.
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Na reunião simbólica de recebimento das doses desta manhã, participaram os governadores do Amapá, Waldez Góes (PDT); Ceará, Camilo Santana (PT); Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); Goiás, Ronaldo Caiado (DEM); Mato Grosso, Mauro Mendes, (DEM); Pará, Helder Barbalho (MDB); Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr. (PSD); Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL); e o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), em substituição a João Doria (PSDB).